"Vizinho" de Lula na PF, Palocci recebe advogado duas vezes hoje (9)

"Além do recolhimento em Sala do Estado Maior, foi autorizado pelo juiz a disponibilização de um aparelho de televisão para o condenado", escreve Moro, nas "Observações" do item "Penas aplicadas até o momento" do documento.

"Nenhum outro privilégio foi concedido, inclusive sem privilégios quanto a visitações, aplicando-se o regime geral de visitas da carceragem da Polícia Federal, a fim de não inviabilizar o adequado funcionamento da repartição pública".

Ao sair de visita de duas horas à Superintendência da Polícia Federal do Paraná, onde Lula está preso, nesta segunda (9), Zanin afirmou que está discutindo as condições para que o ex-presidente receba visitas.

Moro diz que a medida também não justificará a concessão de privilégios aos demais condenados.

Segundo Zanin, Lula está bem sereno, embora indignado com o fato de estar preso. Ele poderá receber visitas apenas às quartas-feiras, com exceção dos seus advogados. Ele afirmou que deve voltar a se reunir com Lula nesta semana, mas ainda não definiu a data.

As ruas ao redor do prédio da Polícia Federal estão bloqueadas para entrada somente de policiais, jornalistas, moradores e pessoas que tenham algum procedimento marcado com a instituição.

Lula não informou se tem ouvido os protestos de apoiadores do lado de fora do prédio. Eram 500 pessoas na segunda, conforme a polícia.

No Hotel Petras, a cerca de um quilômetro do diretório estadual do PT em Curitiba, estão, entre outros: a presidente nacional do partido, senadora Gleisi Hoffmann (RS); o senador Lindbergh Farias (PB); o presidente do Instituto Lula, Paulo Okamotto; e os deputados federais Zeca Dirceu (PR), filho do ex-ministro José Dirceu; Benedita da Silva (RJ); e Paulo Teixeira (SP).

O pedido deve ser julgado pela juíza federal substituta Carolina Lebbos, responsável por executar a pena.

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