Vazamento de informações do Facebook afeta 443 mil brasileiros

Um dos apoiantes da saída do CEO da rede social é Scott Stringer, responsável pela gestão dos fundos de pensões de Nova York, que têm um investimento de US$ 1 bilhão em ações do Facebook.

Na quarta-feira, a rede social admitiu que a consultora Cambridge utilizou dados de 87 milhões de utilizadores da rede social para influenciar campanhas políticas em todo o mundo.

Segundo o gráfico, disponível abaixo, a maior parte destes usuários afetados são dos Estados Unidos: mais de 70 milhões de pessoas.

A informação está lá no fim de um comunicado divulgado pela rede social que lista promessas de mudanças que supostamente restringem o uso de APIs - ou seja, as interfaces pelas quais são extraídos os dados relativos aos usuários dos Facebook.

Zuckerberg afirmou que um dos problemas do Facebook é seu "idealismo", concentrando-se nos aspectos positivos de conectar as pessoas, e que "não passamos tempo suficiente investindo ou pensando em alguns dos usos negativos das ferramentas".

No caso das notícias falsas e da interferência em eleições, em particular, Zuckerberg garante que vai aumentar o número de pessoas que trabalham na revisão de conteúdo e segurança, de 15 mil para 20 mil.

Muitos dados dos utilizadores estavam disponíveis por meio de APIs ou Application Program Interface, o que permitiiu que terceiros extraíssem informações de vários módulos do Facebook, como Eventos, Listas de amigos, Grupos e Páginas. A executiva afirmou ao jornal Financial Times que ainda não é possível saber quantos desses dados ainda estão nas mãos da empresa de inteligência britânica Cambridge Analytica, pois o Facebook ficou impedido de fazer uma auditoria na empresa, após o Reino Unido anunciar uma investigação sobre o caso.

Não é possível para usuários normais do Facebook apagar mensagens que enviaram das caixas de entrada dos destinatários, mas, segundo o Facebook, Zuckerberg e outros executivos da empresa têm acesso à essa funcionalidade há alguns anos.

Nesta sexta-feira (23), uma revista na sede da Cambridge Analytica durou cerca de sete horas. O ex-sócio da Cambridge Analytica no Brasil disse que a empresa não tinha banco de dados de brasileiros.

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