Atos contra prisão de Lula prometem invadir terras e fechar estradas

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva cogita não se entregar à Polícia Federal nesta sexta-feira (6) e quer "resistência pacífica" em frente ao Sindicato dos Metalúrgicos de São Paulo, no ABC paulista.

O ex-presidente ficará separado dos demais presos, no 4º andar da Superintendência, sem qualquer risco para a integridade moral ou física.

Menos de 24 horas antes, o Supremo Tribunal Federal (STF) do Brasil tinha negado um recurso de Lula, condenado em duas instâncias judiciais, para ficar em liberdade até à decisão final do processo. Até o dia 9 de abril, o petista teria um último recurso a ser julgado. Considerou-o um "absurdo" e acusou o juiz Sérgio Moro "de sonhar" com a sua detenção.

Segundo dirigentes petistas, a militância do partido e integrantes de movimentos sindicais e sociais - base histórica da sigla -, além de parlamentares, farão uma espécie de vigília no Sindicato dos Metalúrgicos, um dos berços do partido, onde estão desde ontem após a determinação da prisão.

Líderes da oposição na Câmara dos Deputados afirmam que os partidos de esquerda devem se unir contra a prisão do ex-presidente Lula, mas descartam candidatura única. Lula da Silva foi condenado por ter recebido um apartamento de luxo como suborno da construtora OAS em troca de favorecer contratos com a petrolífera estatal Petrobras e sentenciado a 12 anos e um mês de prisão.

O diretor-geral da PF, Rogério Galloro, chegou a escalar emissários para estabelecer diálogo com aliados de Lula.

Lula da Silva já reagiu ao mandado de prisão ordenado de que é alvo e ordenado pelo juiz Sérgio Moro.

Existe a possibilidade ainda, que caso haja combinação entre a defesa de Lula e a Polícia Federal, que ele se entregue em outra sede da Polícia Federal, como a de são Paulo, por exemplo.

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