'Prévia do PIB' recua 0,56% em janeiro, após quatro meses em alta

A queda no mês, no entanto, foi menor do que a média prevista pelas 18 instituições financeiras ouvidas pelo Valor Data, que sugeria retração de 0,9%.

Nos 12 meses encerrados em janeiro, o crescimento é de 1,2% na série sem ajuste.

Considerado uma prévia do BC para o PIB por analistas, o IBC-Br serve como parâmetro para avaliar o ritmo da economia brasileira ao longo dos meses.

O índice de atividade calculado pelo BC passou de 138,99 pontos para 138,21 pontos na série dessazonalizada entre dezembro de 2017 e janeiro de 2018.

O IBC-Br foi criado pelo BC para ser uma referência do comportamento da atividade econômica que sirva para orientar a política de controle da inflação pelo Comitê de Política Monetária (Copom), uma vez que o dado oficial do Produto Interno Bruto (PIB) é divulgado pelo IBGE com defasagem em torno de três meses.

Já o faturamento do setor de serviços caiu de 1,9%, de acordo com o IBGE, ao contrário da expectativa de estabilidade que tinham os analistas do mercado financeiro.

A produção industrial mostrou a mais forte retração em dois anos ao encolher 2,4% em janeiro, na comparação com dezembro. O Ministério da Fazenda projeta 3% e o Banco Central estima alta de 2,6%.

Na média móvel trimestral, indicador utilizado para captar tendência, o IBC-Br, sem ajuste, subiu 0,34% em janeiro, vindo de alta de 0,63% no mês final de 2017. Na série com ajuste, houve queda de 0,89% em janeiro, após avanço de 0,26% um mês antes.

O IBC-Br incorpora informações sobre o nível de atividade na indústria, comércio, serviços e agropecuária, além do volume de impostos. O PIB calculado pelo IBGE, por sua vez, é a soma de todos os bens e serviços produzidos no país durante certo período.

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