Operação prende líderes católicos acusados de desviar dinheiro de dízimos

É estimado um prejuízo de aproximadamente R$ 2 milhões à Diocese.

De acordo com o MPGO, foram desviados recursos arrecadados com dízimos, doações, taxas de batismo, casamento e outros serviços, e arrecadações festivas realizadas com apoio de fiéis.

Durante a madrugada desta segunda-feira (19/3) o Ministério Público de Goiás (MP-GO) deflagrou a Operação Caifás para desarticular uma associação criminosa que atuava desviando dinheiro da Diocese da Igreja Católica de Formosa e de algumas paróquias ligadas a ela em outras cidades.

A investigação começou em 2015 após o pedido de 30 fiéis que denunciaram o uso indevido de bens da Igreja Católica por parte da direção da Cúria de Formosa - que engloba 33 igrejas em 20 paróquias. Entre os detidos estão o bispo de Formosa, Dom José Ronaldo Ribeiro, o vigário geral, monsenhor Epitácio, quatro padres e três servidores administrativos.

Acionado, o MP apurou as denúncias e deu início à operação.

Segundo Douglas Chegury, promotor de Justiça à frente das investigações, além das prisões foram apreendidas caminhotes da diocese em nome de terceiros e uma grande quantia em dinheiro. O valor total apreendido ainda não foi contabilizado.

Ao todo estão sendo cumpridos 13 mandados de prisão e 10 de busca e apreensão em três municípios de forma simultânea, sendo 9 de prisão e 5 de busca e apreensão em Formosa; 3 de prisão e 4 de busca e apreensão em Posse; e 1 de prisão e 1 de busca e apreensão em Planaltina, todos contra lideranças religiosas ou administrativas ligadas à Igreja Católica.

Um dos fiéis que prefere não se identificar disse ter certeza que há irregularidades nas contas e espera a abertura pública das contas para acompanharem os gastos e a administração do dinheiro da igreja.

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