Ministério volta atrás em versão de Jungmann sobre balas que mataram Marielle

No dia seguinte, o ministro da Segurança Pública, Raul Jungmann, afirmou que essa munição deveria ter sido entregue à PF por via postal, mas foi furtada da sede regional dos correios na Paraíba.

Segundo o ministério, a Polícia Federal instaurou o inquérito policial número 1909/2017, na delegacia de Campina Grande, na Paraíba, para apurar o arrombamento da agência dos Correios do município paraibano de Serra Branca, ocorrido em 24 de junho de 2017.

Segundo a mesma nota, o ministro "explicou que a presença dessas cápsulas da PF (Polícia Federal) no local pode ter origem em munição extraviada ou desviada".

De acordo com a nota, o ministro citou o episódio da Paraíba e também um desvio de munição na Superintendência da PF do Rio, esta em 2006, "como exemplos de munição extraviada que acabam em mãos de criminosos".

Em entrevista coletiva na sexta-feira (16), Jungmann afirmou: "Essa munição foi roubada na sede dos Correios, pela informação que eu tenho, anos atrás, na Paraíba".

"A empresa não aceita postagem de remessas contendo armas ou munição, exceto quando autorizado por legislação específica. Neste caso, o tráfego, via Correios, de produtos controlados pelo Exército, submete-se às disposições estabelecidas", esclareceu o órgão.

Segundo as investigações, projéteis do mesmo lote, de calibre 9 milímetros, já haviam sido usados na chacina que deixou 17 vítimas em 2015 nas cidades de Osasco e Barueri (SP), um crime pelo qual três policiais militares e um agente da Guarda Civil de Barueri já foram condenados. Entre elas, estava o lote vendido para a PF de Brasília.

O Disque Denúncia informa que já recebeu 27 denúncias sobre o caso e encaminhou tudo para a polícia.

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