Sindicato dos Correios do Ceará anunciam greve por tempo indeterminado

Muitas agências dos Correios funcionam normalmente no Distrito Federal apesar da greve iniciada nesta segunda-feira (12/3) por servidores da empresa em todo o país.

Carteiro trabalha na praça do Correio, centro de São Paulo.

Até a decisão pela paralisação, os funcionários e seus familiares que usavam o plano pagavam apenas um percentual por consulta ou exame, de acordo com uma tabela remuneratória do plano. "Além disso, o benefício poderá ser reajustado conforme a idade, chegando a valores acima de R$ 900 por mês", informou a Fentect, em nota, ressaltando que o salário médio dos trabalhadores dos Correios é de R$ 1,6 mil, "a pior remuneração entre empresas públicas e estatais". "O enxugamento da empresa está se dando por meio de programas de demissões incentivadas, extinção de cargos, fechamento de agências, sucateamento da frota e de maquinário, redução da jornada de trabalho e de salários, terceirização precária de atividades essenciais, aumento no repasse às agências franqueadas em contrapartida ao fechamento de unidades próprias", comenta secretário geral do Sindicato dos Trabalhadores nos Correios do Paraná (Sintcom-PR), Marcos Rogério Inocêncio. Após esse período, deixarão de ser cobertos pelo plano, e ficarão assegurados os que estiverem em tratamento médico-hospitalar até a alta médica, segundo regras da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS). Com o fim da greve, os sindicatos de trabalhadores se manterão mobilizados para fazer a defesa da empresa contra as ameaças de privatização.

Em nota à imprensa, os Correios afirmam que não conseguem sustentar financeiramente o plano de saúde: "A forma de custeio do plano de saúde dos Correios segue, agora, para julgamento pelo TST". Ele explicou ainda que o monopólio postal não garante benefícios aos trabalhadores, mas sim à sociedade, e que os Correios não têm o monopólio de encomendas.

Para ele, a empresa não quer discutir a melhoria dos seus processos produtivos e de sua gestão. "Isso é fruto de uma política a ser pensada lá na frente para entregar a empresa pública [à iniciativa privada]", disse Silva. "A tendência é crescer o atendimento e as pessoas confiarem mais nos Correios".

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