Sergei Skripal: embaixada russa avisa Londres que Moscovo vai ripostar

A polícia britânica realiza uma ampla investigação para tentar lançar luz sobre o envenenamento do ex-agente duplo russo Serguei Skripal, que segue em estado crítico, anunciou neste sábado o governo britânico, que prepara suas armas para o caso de envolvimento de Moscou.

Depois de uma semana dizendo que não havia perigo para o público, as autoridades pediram aos cerca de 500 clientes que estiveram no pub e restaurante em que Skripal e sua filha beberam e comeram antes de adoecerem lavassem as roupas usadas naquele dia porque encontraram vestígios de contaminação.

O envenenamento de um ex-espião levou o Reino Unido a decidir expulsar 23 diplomatas russos.

"Nós iremos congelar bens estatais russos onde quer que haja evidência de que eles podem ser usados para ameaçar a vida ou propriedade de cidadãos ou residentes do Reino Unido", acrescentou.

Johnson pediu ainda ao embaixador russo em Londres que "forneça imediatamente informações completas sobre o programa Novitchok à Opaq (Organização para a Proibição de Armas Químicas)".

Em resposta, a Rússia classificou como um "espetáculo circense" as acusações feitas por May.

Segundo a primeira-ministra, o agente identificado é de tipo militar e foi desenvolvido e fabricado na Rússia.

Tom Tugendhat, presidente do Comitê de Assuntos Estrangeiros no Parlamento do Reino Unido, disse que o incidente de Skripal parece um caso de "tentativa de assassinato patrocinado pelo estado".

No início do dia, o Ministério das Relações Exteriores da Rússia disse à Sputnik que convocaria Bristow.

O Presidente norte-americano Donald Trump telefonou a May para lhe garantir que Washington está com o Reino Unido "em toda a linha". Litvinenko, um ex-agente do serviço de inteligência russo e opositor do regime de Vladimir Putin, morreu por envenenamento com polônio, uma substância radioativa colocada em seu chá.

Além da expulsão dos diplomatas, todos os contactos de alto nível foram também cancelados, incluindo a presença de ministros ou de membros da família real no Mundial de futebol deste ano, que tem lugar na Rússia. O ex-espião russo e sua filha sofreram uma tentativa de homicídio com um agente nervoso, um crime no qual Moscou negou qualquer responsabilidade, denunciando uma campanha de difamação.

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