PT prevê prisão de Lula antes da Páscoa

A cúpula do PT já admite que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva pode ser preso antes da Páscoa, que será no dia 1º de abril, e por isso decidiu intensificar a campanha para cobrar a reação dos militantes nas ruas.

Em vídeo reproduzido abaixo, a presidenta do PT, a senadora paranaense Gleisi Hoffmann, lembra que a condenação do ex-presidente se dá sem que as investigações apontassem uma única prova de sua culpa pelas acusações e afirma que a perseguição a Lula faz parte do atual cerco à democracia e aos direitos dos trabalhadores promovido desde a concretização do golpe que levou Michel Temer ao poder. A declaração foi interpretada como um convite à manifestações violentas, o que ela tentou minimizar durante o seminário de segurança pública organizado pelo PT e pela pela Fundação Perseu Abramo.

Em artigo, Gleisi diz que a Globo, "em comportamento típico de quem se considera dona do país" atua para que o STF se omita sobre decisões que poderiam livrar Lula de uma prisão arbitrária, o que configuraria "o mais abjeto casuísmo judicial".

Logo em seguida, porém, a presidente do PT destacou que não estava pregando ofensiva violenta.

"Queremos dizer em alto em bom som: vamos com Lula até o final". Diante da afirmativa, porém, esclareceu que não haverá uma revolução, mas que a militância e os movimentos de sempre não aceitariam a prisão pacificamente. É isso mesmo! Querem prender o Lula com a condenação de um tribunal de segunda instância. "O que estão fazendo com Lula é uma coisa sem precedentes na história deste país e fere frontalmente a Constituição. Agora caminha-se para ela ser rasgada outra vez pela inércia do Supremo de não decidir uma coisa que é vital para a sociedade, e não só para Lula". "O último tribunal é o Supremo Tribunal Federal", ressalta Gleisi. Isso vale para qualquer cidadão. "E o último tribunal é o Supremo Tribunal Federal", disse.

CiroO ex-ministro Ciro Gomes, pré-candidato à Presidência pelo PDT, disse nesta segunda, em São Paulo, que não vê o ex-presidente Lula na disputa presidencial e, com isso, cresce sua responsabilidade de representar o setor que ficará "deserdado", segundo ele, com a ausência do petista. "Portanto, cresce muito a minha responsabilidade de interpretar este arco deserdado por uma fatalidade", afirmou. Com informações do jornal O Estado de São Paulo.

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