MPF vai investigar rompimento de mineroduto da Anglo American

A contaminação provocada pelo rompimento de tubulação de mineroduto em Santo Antônio do Grama, na Região da Zona da Mata, deve chegar a Rio Casca, na mesma região, ainda na noite desta segunda-feira.

O minério da Anglo é transportado da mina e da usina de beneficiamento, em Conceição do Mato Dentro e Alvorada de Minas (MG), até o porto, em São João da Barra (RJ), ao longo de um mineroduto de 529 quilômetros, que atravessa 33 municípios mineiros e fluminenses.

O Ministério Público Federal instaurou inquérito civil para investigar o rompimento de um mineroduto da Anglo American que transporta sua produção de minério de ferro de Minas Gerais até o Rio de Janeiro, informou o órgão nesta terça-feira.

A Anglo informou ainda que não houve vítimas.

A Secretaria de Estado do Meio Ambiente e Recursos Hídricos do Espírito SAnto (Seama) informou, nesta segunda-feira (12), que o caso está sendo averiguado pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama).

A Anglo American também disse que já está coordenando ações em conjunto com a Suatrans, consultoria especializada no atendimento a urgências ambientais, e com o Senai, para amostragens de água e avaliação continuada.

No total, foram vazadas 300 toneladas de minério de ferro nos 25 minutos que durou o ocorrido. A captação de água foi interrompida pela Companhia de Saneamento de Minas Gerais (Copasa).

A Companhia esclarece ainda que esse abastecimento por caminhões-pipa é emergencial, por isso pede à população que adote um consumo consciente de água. Também está sendo feito acompanhamento dos sedimentos em 30 pontos no ribeirão Santo Antônio e foram colocadas barreiras no ribeirão, para conter o material depositado no curso d'água. "A prioridade é garantir as medidas de controle e mitigação dos impactos socioambientais", afirmou a mineradora em nota à reportagem.

A companhia afirmou ainda que não há informações sobre o volume de material que vazou com o rompimento do mineroduto. Como medida de segurança complementar, foi bloqueado o acesso ao local do vazamento.

Equipes da Copasa e do Núcleo de Emergência Ambiental (NEA) da Semad já estão a caminho do local para averiguar a situação e determinar medidas ambientais cabívei. "A LO nº 1260/2014 do empreendimento é válida até 2021 e não será suspensa", pontuou, em nota, o Ibama.

Ainda de acordo com a empresa, a polpa, formada de minério de ferro (70%) e água (30%), é classificada como resíduo não perigoso pela ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas).

Nova York - A Telefônica Brasil anunciou ontem que fará investimento estimado de R$ 24 bilhões no triênio 2018-2020, com foco principal na expansão e qualidade.

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