Consumidores do Rio vão pagar mais por luz da Light

Os consumidores do Rio de Janeiro passarão a pagar mais caro pela energia.

É o que ficou definido após reunião pública da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), que aprovou reajuste nas tarifas da Light, nesta terça-feira (13). O efeito médio deste aumento será de 10,36%.

Clientes que estão conectados à rede de alta tensão terão uma elevação média de 13,40% - este é o caso das indústrias, por exemplo.

Um levantamento da Associação Brasileira de Grandes Consumidores Industriais de Energia e de Consumidores Livres (Abrace), feito a pedido do G1, indicou que, entre 2014 e 2017, a tarifa média dos consumidores residenciais acumulou alta média 31,5% no país e que a estimativa é de que, ao final de 2018, o aumento acumulado chegue a 44%.

As tarifas da Enel Rio, que atende 66 municípios, incluindo Niterói e Cabo Frio, subirão em média 21 por cento, enquanto a Light, que opera na região metropolitana, verá elevação média de 10,36 por cento. "Ao calcular o reajuste, conforme estabelecido no contrato de concessão, a Aneel considera a variação de custos associados à prestação do serviço".

Quando a conta chega ao consumidor, ele paga pela compra da energia (custos do gerador), pela transmissão (custos da transmissora) e pela distribuição (serviços prestados pela distribuidora), além de encargos setoriais e tributos.

Na semana passada, a Light e a Enel (antiga Ampla) conseguiram, na Aneel, regras especiais durante a atuação das Forças Armadas no estado, em decorrência dos decretos de intervenção federal e de Garantia da Lei e da Ordem (GLO). Além disso, elas também alegam alta nos encargos que custeiam os subsídios como uma das razões.

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