Trump trava aquisição da Qualcomm pela Broadcom invocando a segurança nacional

Uma fusão entre Broadcom e Qualcomm produziria o terceiro maior fabricante mundial de microprocessadores, atrás da líder Intel e do grupo sul-coreano Samsung.

"Há provas credíveis que me levam a acreditar que a Broadcom Ltd.", ao adquirir a Qualcomm ", pode tomar medidas que ameaçam prejudicar a segurança nacional dos Estados Unidos", disse Trump na ordem divulgada na noite de segunda-feira, em Washington. O argumento de Trump é por conta de questões de "segurança nacional".

A fusão, que seria uma das maiores já realizadas neste setor, estava suspensa desde que o Comité de Investimentos Estrangeiros nos Estados Unidos (CFIUS) - agência liderada pelo Tesouro norte-americano e que analisa as implicações ao nível da segurança nacional da aquisição de empresas nacionais por empresas estrangeiras - decidiu examiná-la. A Broadcom é uma empresa de Cingapura, que tomaria o controle da Qualcomm, uma companhia americana com sede na Califórnia.

A negociação está ocorrendo há alguns meses, sempre com respostas negativas da Qualcomm, que exige mais dinheiro pela transação.

Diante das respostas negativas da Qualcomm, a Broadcom tentou outras formas de fazer o negócio sair do papel.

Enquanto isso, o presidente dos EUA, Donald Trump, adota uma série de medidas protecionistas.

Segundo a Bloomberg, a Broadcom tinha planos de mudar sua sede para os Estados Unidos, em um processo que deveria ser concluído até o dia 3 de abril.

A Broadcom lançou a OPA sobre a Qualcomm em novembro passado a um preço de 70 dólares (cerca de 57 euros) por ação, preço esse que aumentaria depois para 82 dólares (66,5 euros), com as duas ofertas a serem rejeitadas pelo conselho de administração da empresa californiana.

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