Meia do Barcelona diz viver inferno no clube

Com um temporada sólida, marcada por 4 gols marcados e boas atuações no meio-campo, os Morcegos resolveram exercer a compra do português, que, no ano seguinte, continuou sendo um dos destaques do time, apesar de toda desorganização longe das quatro linhas, já Los Che tiveram quatro treinadores diferentes no período.

Há quase duas temporadas no Barcelona, André Gomes ainda não conseguiu repetir as atuações dos tempos de Benfica e Valencia, sendo o principal alvo de críticas do elenco atual - algo que não é bem recebido pelo jogador. Os primeiros seis meses correram bem, mas depois as coisas mudaram.

"Talvez não seja a palavra certa, mas [a vida] tornou-se num inferno, porque comecei a sentir mais pressão", confessa o centro-campista, que deixou o Benfica para rumar ao Valência, antes de ser contratado pelo Barcelona, por 35 milhões de euros.

"Com a pressão dos outros eu vivo bem, com o que não vivo bem é com a pressão que coloco em mim mesmo". Em entrevista à revista "Panenka", o jogador admitiu que não vem rendendo bem no Barcelona e abriu o coração. "Não quero que as pessoas me vejam, sinto vergonha". Óbvio que há algum que estou com pouca confiança, porque isso nota nos treinamentos. Aí sabe que está sofrendo. "Talvez por ter jogado um dia antes ou dois dias antes e ainda esteja com a imagem do jogo na cabeça, que não me permite seguir em frente", sublinha. "A sensação que tenho nos jogos é má", reconhece, adiantando que até treina bem. "Já me aconteceu em mais do que uma ocasião não querer sair de casa". A falta de confiança é tamanha que consegue afetar até as simples coisas que poderiam fazer parte de sua rotina.

"Pensar muito faz-me mal. Penso em coisas más e, depois, no que tenho que fazer, e estou sempre a reboque". "Embora os meus companheiros me apoiem bastante, as coisas não me saem como eles esperam". "Não falo com ninguém. É como se me sentisse envergonhado", esclareceu.

"Eu fecho-me. Não me permito afastar esta frustração que tenho. Depois não falo com ninguém". "Tenho medo de sair à rua por vergonha", afirma mesmo. Consequência: o centro-campista português, que ganhou o título europeu de selecções por Portugal no Euro 2016, em França, diz ter cedido aos seus pensamentos e à pressão. Fico chateado quando alguém me diz que posso fazer muitas coisas boas, mas me pergunto a mim mesmo: "'Por que não as faço?'", afirmou.

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