Guerra do Aço: União Europeia diz que está pronta para retaliar EUA

As discussões com vista a uma isenção europeia e do Japão do aumento das tarifas de importação do aço e do alumínio anunciado por Donald Trump são para prosseguir.

Trump afirmou que poderia considerar novas exceções para os países amigos a sério e anunciou ontem que está sendo estudada a possibilidade de eximir a Austrália em troca de um pacto de segurança.

- Recentemente, vimos como (o comércio) é usado como uma arma para nos ameaçarem e nos intimidarem, mas não temos medo. Ao contrário, as indústrias de ambos os países são integradas e se complementam.

Os Estados Unidos importam 30 milhões de toneladas de aço por ano, sendo o maior importador do mundo, segundo dados do Ministério da Economia da Alemanha.

As medidas norte-americanas minarão os esforços em curso no Foro Global do Aço, do qual os EUA fazem parte, com vistas a uma solução para a questão do excesso de capacidade no setor siderúrgico, verdadeira raiz dos problemas enfrentados pelo setor. O Presidente dos EUA argumentou que o aço e o alumínio são "vitais" para a "segurança nacional".

"Ao mesmo tempo em que manifesta preferência pela via do diálogo e da parceria, o Brasil reafirma que recorrerá a todas as ações necessárias, nos âmbitos bilateral e multilateral, para preservar seus direitos e interesses", fim da nota assinada pelos ministros, Aloysio Nunes e Marcos Jorge.

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