Greve dos professores vai mesmo avante

Os professores vão "aceitar o desafio" do Governo e fazer greve, garantiu à Lusa o secretário-geral da Fenprof, que admite, face os desenrolar das negociações, que a seguir à paralização os docentes façam "outras coisas".

Nesse acordo, vinca a estrutura liderada por Júlia Azevedo, "a tutela comprometeu-se a reconhecer o tempo de serviço congelado de nove anos, quatro meses e seis dias, para efeitos de progressão na carreira docente".

Os professores do básico e secundário estão a partir de hoje em greve nacional, depois de falharem ontem um acordo com o governo na regra a aplicar para a contagem do tempo de serviço que esteve congelado. "Agora, a proposta apresentada pelo ME é de dois anos, nove meses, e 18 dias, não admitindo qualquer margem para aposentações antecipadas, outro dos pontos que ficou acordado no compromisso assumido com os sindicatos a 18 de novembro de 2017". Sexta-feira são os professores da região norte a parar (Porto, Braga, Viana do Castelo, Vila Real e Bragança). No dia 14 a greve concentra-se na região sul (Évora, Portalegre, Beja e Faro) e no dia 15 na região centro (Coimbra, Viseu, Aveiro, Leiria, Guarda e Castelo Branco).

"Se o Governo quer desafios, se o Governo quer confrontos, vamos ao desafio, porque isto não é aceitável. Isto é completamente inaceitável", disse Mário Nogueira.

Nesta terça-feira, a categoria volta ao trabalho após a decisão que foi tomada em assembleia realizada hoje, mas o Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Piauí (Sinte) assegurou que vai continuar atento ao cumprimento do acordo.

A explicação dada pelo Governo para a proposta que apresenta para a recuperação do tempo na carreira docente é a da "criação de uma lógica de equidade" com as carreiras gerais.

À saída do encontro, FNE e Fenprof anunciaram que a greve, agendado para entre 13 e 16 de março, vai mesmo avante.

Edition: