Gabriel Cruz: polícia faz reconstituição do crime

Nesse dia, Gabriel saiu da casa da sua avó paterna, Carmen, em Las Hortichuelas, uma pequena aldeia no município de Níjar, para ir à casa dos primos.

O corpo de Gabriel Cruz, o menino que estava desaparecido há 12 dias, na Espanha, foi encontrado na manhã deste domingo (11), na mala do carro da companheira do pai da criança.

O corpo do menino foi encontrado no carro que ela costumava dirigir, segundo informou o Ministério do Interior espanhol, citado pelo El Pais. A investigação centrar-se-á agora sobre a sua passagem por Burgos, onde ainda vive uma filha sua, com cerca de 20 anos. Depois, conduziu até Rodalquilar, a 5 quilómetros de distância do local do crime, em direção a uma fazenda da família, conhecida como a "La Cañada de Soledad".

Ana Julia Quezada foi este domingo detida pelas autoridades espanholas quando transportava o corpo de Gabriel, sendo a principal suspeita da sua morte. Assim que tenta entrar na garagem da casa, Ana é interceptada pela Guarda Civil e é detida. A mulher disse às autoridades que tinha o cadáver do menino no carro porque temia que alguém o encontrasse no poço onde estava escondido. Contudo, diz o jornal El Español, a Guarda Civil já desconfiava de que Ana estivesse envolvida no desaparecimento de Gabriel.

A menor terá caído de uma janela e a sua morte foi considerada acidental, embora tenham existido suspeitas de que tinha sido atirada "porque o edifício tinha janelas difíceis de abrir".

A busca por Gabriel Cruz, desaparecido em 26 de fevereiro mobilizou policiais, bombeiros e voluntários.

A criança era fruto de uma relação anterior de Ana Julia com um homem do seu país, a República Dominicana.

Pelo Twitter, o chefe do governo espanhol Mariano Rajoy afirmou: "Compartilho com todos os espanhóis o dor pela perda de Gabriel". Em Purchena, cerca de 8 mil pessoas se juntaram na rua a manifestar solidariedade com os pais da criança.

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