Doria vai disputar prévias para ser candidato ao governo de SP

O prefeito de São Paulo, João Doria, foi inscrito nesta 2ª feira (12.mar.2018) como pré-candidato ao governo do Estado por 1 grupo de deputados e prefeitos tucanos. Eles acusam o diretório estadual da legenda de favorecer Doria na disputa.

Durante seu discurso, no qual afirmou a disposição de disputar a indicação do partido ao Palácio dos Bandeirantes, Doria fez acenos aos outros tucanos que estão na corrida interna, casos do secretário de Desenvolvimento Social, Floriano Pesaro, do suplente de senador José Aníbal e do empresário Luiz Felipe D'Ávila.

Perguntado quando já deixava o partido se a candidatura dele tinha o apoio de Alckmin, Doria disse que tinha "aval" do PSDB. Preciso do aval do PSDB. Confiantes numa vitória no próximo domingo, articuladores da candidatura do prefeito discursaram dizendo que não haverá segundo turno e a escolha do candidato da sigla a governador sairá no fim de semana. Com esse docunento em mãos, aliados e militantes utilzando camisetas com o mote "Doria governador" se revezaram em discursos e gritos de guerra enquanto esperavam a chegada do prefeito.

Entre os presentes ao ato estavam o deputado Ricardo Tripoli, ex-líder do PSDB na Câmara, Cauê Macris, presidente da Assembleia, e o presidente do PSDB-SP, Pedro Tobias, que declarou apoio a Doria.

Os membros do diretório que votaram contra o calendário que prevê a finalização do processo em março defenderam que o primeiro e segundo turnos das prévias ocorressem em 25 de março e 2 de abril, respectivamente.

Em entrevista a jornalistas, realizada após o anúncio, João Doria pontuou que não enxerga objeções à candidatura do vice-governador Márcio França (PSB).

"Juntos poderemos fazer, o objetivo maior é eleger Geraldo Alckmin presidente do Brasil", disse Doria. No discurso, ele destacou que o "adversário do PSDB está fora do partido", mas garantiu que não é uma referência ao vice-governador. O prefeito repetiu que não quer ver um candidato de extrema esquerda e outro de extrema direita chegar ao segundo turno da eleição nacional. "O grande adversário de São Paulo e do Brasil é o PT".

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