Setor automotivo europeu, o novo alvo de Trump

"Temos sérias dúvidas sobre esta justificação", acrescentou Malmstrom, salientando que não percebe como a União Europeia "amiga e aliada na NATO, pode ser uma ameaça para a segurança" dos EUA.

Trump fez a declaração em Pittsburgh, em uma área industrial pobre particularmente receptiva às tarifas de importação de aço e alumínio que seu governo acaba de anunciar.

Um comitê da União Europeia se reuniu nesta quarta-feira para discutir eventuais sanções aos Estados Unidos caso Trump leve adiante o plano de sobretaxar o aço importado.

Os europeus estão nos matando no comércio, afirmou Trump.

Por um montante de quase 347 milhões de euros, a UE tem em sua mira produtos agrícolas como o milho, vários tipos de arroz, suco de laranja sem fermentar e mirtilos tanto em suco como preparados.

No sábado, o presidente americano resumiu sua opinião em um tuíte: A União Europeia, países maravilhosos que tratam muito mal os Estados Unidos em termos de comércio, está se queixando das tarifas sobre o aço e o alumínio.

Os EUA vão começar a aplicar tarifas aduaneiras de 25% às importações de aço e de 10% às de alumínio dentro de 15 dias, com o Canadá e o México excluídos destes direitos aduaneiros, anunciou na quinta-feira a Casa Branca.

"Se eles baixarem suas horríveis barreiras e tarifas sobre os produtos americanos que entram (no bloco), nós também baixaremos as nossas".

A decisão de taxar as importações de aço e de alumínio foi justificado por Donald Trump com a necessidade de evitar as importações baratas, principalmente da China, situação que descreveu como "um assalto ao país". O representante comercial dos EUA, Robert Lighthizer, deverá se juntar aos dois para conversas mais amplas ainda neste sábado.

Os canais de comunicação não foram cortados (.) porque ninguém quer uma guerra comercial, disse o ministro do Comércio da China, Zhong Shan.

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