Justiça afasta seis executivos de suas funções na BRF

Seis investigados da Operação Trapaça estão proibidos de retornar às atividades profissionais na BRF. Uma das investigadas já tinha sido liberada na quarta-feira. Em caso de descumprimento, eles podem voltar à prisão, desta vez com a decretação de prisão preventiva.

A Operação Trapaça foi deflagrada na segunda-feira (5/3), para investigar fraudes praticadas por empresas e laboratórios que tinham como finalidade burlar documentos e não permitir a fiscalização eficaz do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento.

O ex-presidente global da BRF Brasil, Pedro de Andrade Faria, foi solto ontem (9) pela Polícia Federal em São Paulo. A prisão temporária expirou hoje.

Por isso, para evitar a possibilidade da manutenção das práticas, "o que aparentemente ainda está ocorrendo", e acesso a locais que ainda podem conter provas não descobertas ou a necessidade oitiva de outros funcionários - "os quais, por serem subordinados, poderiam eventualmente sofrer influência dos investigados -, o magistrado entendeu cabíveis as medidas cautelares".

Após a operação, a BRF informou que "a companhia segue as normas e regulamentos brasileiros e internacionais referentes à produção e comercialização de seus produtos".

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