Aos 91 anos, morre o ícone da moda Hubert de Givenchy

"Hoje ainda, sua abordagem da moda e sua influência perduram".

A notícia foi dada em uma declaração de seu parceiro, o também estilista Philippe Venet, nesta segunda-feira (12).

O criador de moda francês Hubert de Givenchy, fundador da casa de moda com o mesmo nome, morreu sábado, aos 91 anos, durante o sono.

Hepburn foi a musa inspiradora de Givenchy mas, em contrapartida, a sua roupa também ajudava a a actriz a "entrar nos papéis", confessou a própria, na altura, citada agora pela BBC.

Os últimos anos de vida de Hubert de Givenchy foram dedicados a restauração da horta de vegetais do castelo de Versailles, à presidência da casa de leilões Christie's na França assim como à coleção de arte, mobília e esculturas. Seus sobrinhos e sobrinhas compartilham a dor. A amizade entre os dois prolongou-se por 40 anos.

A imagem de Givenchy encontrou reforço nos figurinos concebidos para cinema, nas décadas de 1950 e 1960, em filmes como "Funny Face/Cinderela em Paris" e "Charade", de Stanley Donen, "Bom dia, Tristeza", de Otto Preminger, "O Tesouro de África", de John Huston, "Sabrina" e "Ariane", de Billy Wilder, protagonizados por atrizes como Audrey Hepburn, em particular, mas também Jean Seberg e Deborah Kerr.

Hubert de Givenchy nasceu em Beauvais, França, a 21 de fevereiro de 1927, no seio de uma família aristocrata. "Sua falta será muito sentida", dizia a publicação. Coube à modelo abrir o desfile com aquela que se tornaria conhecida como a "blusa Bettina", uma peça de linho branco com mangas com folhos e bordadas. Ainda hoje, em 2018, se olha para o vestido de Breakfast at Tiffany's como referência. O designer conheceu a actriz em 1953, no mesmo ano, em que em Nova Iorque, o designer conhece o seu ídolo, Cristóbal Balenciaga, de que se tornou amigo íntimo.

O senhor Givenchy referia-se si mesmo como um "eterno aprendiz", sempre buscando novas ideias e inspirações. Anos mais tarde, em 1952, fundou a Givenchy.

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