Marine Le Pen reeleita presidente da Frente Nacional francesa

Marine Le Pen, a única candidata à sua sucessão, foi reeleita, sem surpresas, presidente do partido francês Frente Nacional com 100% dos votos expressos, após uma votação por correspondência, cujos resultados foram proclamados hoje na convenção do partido.

No discurso de encerramento do congresso da Frente Nacional (FN) na cidade francesa de Lille, Marine Le Pen propôs um novo nome para o partido de extrema-direita francês: Rassemblement National (Reagrupamento Nacional em português). A mudança de nome da FN - que deverá ser anunciada este domingo - será votada depois do congresso, mas nem todos estão de acordo com a possível alteração.

Le Pen conseguiu aprovação de 79,7% dos cerca de 1.500 membros do Partido, enquanto 20,2% se opuseram aos novos estatutos que suprimem a "presidência de honra", anunciou o vice-presidente da FN, Jean-François Jalkh. Agora Marine Le Pen quer transformar o seu partido num verdadeiro partido de Governo e vai apostar em três novas linhas orientadoras: "implantar-se, aliar-se, governar". Envolvido em polêmicas que incluem reiteradas declarações sobre o Holocausto judeu, o fundador da FN havia sido excluído do partido pela filha em 2015.

Embora tenha perdido a eleição do ano passado, os esforços da Marine Le Pen para limpar a imagem do partido têm dado certo até o momento.

Como parte da estratégia, ela deve propor aos militantes um novo nome para a formação.

Um dos objetivos anunciados é o distanciamento definitivo de Jean-Marie Le Pen, cujo cargo de presidente honorário deverá ser extinto. Jean-Marie Le Pen, que publicou suas memórias dias antes do Congresso, desistiu de comparecer ao congresso, um fato sem precedentes para o fundador do partido.

A saída do seu "número dois", o renovador Florian Philippot, que criou um partido alternativo para disputar o eleitorado de extrema-direita, é vista como um símbolo da desunião na FN.

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