Juíza decreta bloqueio de bens do ex-presidente da Alerj, Jorge Picciani

Presidente afastado da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj), o deputado Jorge Picciani (MDB) pediu ao Supremo Tribunal Federal (STF) para sair da cadeia de Benfica e ir para a prisão domiciliar.

A decisão da juíza Ana de Almeida desta quarta-feira também bloqueia os bens de Felipe Picciani, filho do político, e das empresas Agrobilara e Agrocopa.

Segundo delações premiadas, a Agrobilara lavou dinheiro de corrupção por meio da venda de vacas superfaturadas.

A ação civil pública foi ajuizada pelo Ministério Público (MP) e as informações foram divulgadas em nota pelo Tribunal de Justiça.

Ela determinou o bloqueio de R$ 4,03 milhões dos bens de Picciani.

A Promotoria havia requerido à Justiça, em caráter liminar, o afastamento dos réus de funções públicas e a indisponibilidade de um total de R$ 10 milhões em bens.

"O esquema envolvendo Jonas Lopes consistia na compra e venda de gado a preços subfaturados em 2014 e 2015, com o objetivo de camuflar parte de sua evolução patrimonial desproporcional às receitas obtidas legalmente", afirma o GAECC. Segundo o grupo, investigações mostram que Picciani ocultou patrimônio com a compra de gado subfaturado por meio de suas empresas. Os investigadores apontam que o dinheiro usado nas operações de gado é fruto de propinas de diversas fontes que ele recebeu ao longo dos anos que ocupou os cargos de conselheiro e presidente do TCE-RJ.

O Ministério Público acrescenta na ação que os investigados, também através da Agrobilara e da Agrocopa emitiram a partir de março de 2017 notas fiscais complementares às compras realizadas como forma de obstar e dificultar as investigações já em curso "sobre as atividades das sociedades empresárias ligadas a Jorge Picciani que haviam se prestado à lavagem de ativos de Jonas Lopes de Carvalho Júnior".

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