Temer se reúne com Cármen Lúcia na casa dela

O encontro, que não constava da agenda oficial do presidente para este sábado divulgada na véspera, acontece dias depois de o ministro Luís Roberto Barroso, do STF, determinar a quebra de sigilo bancário de Temer no chamado inquérito dos portos, em que o presidente é investigado por suspeita de ter recebido propina para editar um decreto que mudou regras do setor portuário para beneficiar a empresa Rodrimar. Depois que o tribunal regional der sua palavra final, a prisão de Lula poderá ser decretada. Os desembargadores do tribunal recomendaram ainda a execução da pena assim que for encerrado o trâmite processual no TRF-4.

Cármen Lúcia, deixou ações que questionam o início do cumprimento de penas após condenação em segunda instância de fora da pauta da corte em abril, contrariando o desejo da defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e de correlegionários do petista que pressionam para que o Supremo analise o tema.

Por trás da movimentação nos bastidores, está a possibilidade de o TRF negar último recurso de Lula contra a condenação a 12 anos e um mês de prisão na ação penal sobre o triplex do Guarujá (SP).

Para o ministro, o Brasil está "entregando legiões e exércitos para o grande crime organizado" ao prender usuários de drogas e mantê-los encarcerados nesses locais. Durante a sessão foi votado se o pedido seria ou não deferido pela corte, e por unanimidade ficou vetado o habeas corpus. Com a rejeição do habeas na 5ª Turma, resta ao ex-presidente aguardar a manifestação do STF, onde também tramita um recursos para evitar a prisão dele. Ele também lembra que, em certos casos, o próprio TSE admitiu a candidatura e permitiu a disputa, no pleito eleitoral, de candidatos condenados em segundo grau: "É preciso verificar caso a caso", afirma.

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