Sete pessoas são mortas em três ataques em Fortaleza

Sete pessoas foram mortas em três ataques bairro de Benfica, em Fortaleza, no final da noite desta sexta-feira.

Revela ainda que "de acordo com informações preliminares, suspeitos em um Honda Civic dispararam contra pessoas que estavam na Praça da Gentilândia".

Vídeos e fotos que circulam em redes sociais e aplicativos de mensagens, mostram o cenário de desespero após os disparos. No entorno há muitos bares e restaurantes que costumam ser frequentados por estudantes universitários. Uma garçonete foi atingida e levada para o hospital pelo Samu.

Até o fechamento desta reportagem a assessoria de imprensa da Secretaria de Segurança Pública do Ceará (SSPDS) não havia se pronunciado sobre o crime no Benfica. Lucena Neto não tinha histórico. Para a polícia, as mortes teriam ligação com a disputa pelo tráfico de drogas. Emilson Bandeira de Melo Júnior, de 27 anos, e Adenilton da Silva Ferreira, de 24, chegaram a ser socorridos, mas não resistiram aos ferimentos. Na fuga, na Rua Joaquim Magalhães, os criminosos atiraram contra duas pessoas que usavam uniforme da torcida. Pedro Braga Barroso Neto, de 22 anos, foi atingido quando ia a uma loja com outro rapaz comprar vinho. Outras duas vítimas seguem em atendimento no hospital.

O segundo e o terceiro ataque estariam ligados a briga entre torcidas. O caso está a cargo do DHPP (Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa) de Fortaleza. Em nota, a secretaria afirmou que a polícia apura as circunstâncias de cada caso para descobrir se há ligação entre eles e também prender os autores. Em Janeiro, um grupo de atiradores matou 17 pessoas, na sua maioria adolescentes, que se divertiam numa casa nocturna e que, segundo a polícia, era freqüentada de vez em quando por membros de uma facção criminosa rival à dos atiradores, e esta sexta-feira a polícia encontrou os corpos de três mulheres jovens que, supostamente por pertencerem também a um grupo rival dos assassinos, foram seqüestradas, mutiladas bárbaramente ainda vivas, decapitadas e enterradas numa área isolada às margens do Rio Ceará, na periferia de Fortaleza com a cidade vizinha de Calcaia.

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