Eleição já tem 11 pré-candidatos à Presidência da República

Mas vemos essa pré-candidatura com o mesmo respeito que vemos a do Meirelles e acompanharemos outras candidaturas que compõem base.

Marun disse que o respeito do MDB e do governo com o lançamento da candidatura de Maia ficou demonstrado com a presença de líderes do partido na convenção do DEM. "Estive presente parabenizando o Rodrigo Maia pelo lançamento da pré-candidatura".

A cinco meses para o início do registro das candidaturas, a corrida eleitoral deste ano começa a ganhar forma e já reúne ao menos 11 postulantes ao Palácio do Planalto colocados oficialmente.

A maioria dos partidos só está interessada em provocar a cobiça de candidatos mais competitivos, que sentirão o medo do isolamento e aceitarão pagar caro por alianças nos minutos finais das negociações.

"Sei que o DEM vai ter candidato em todas as esferas a serem disputadas e mais do que isto, teremos propostas e projetos de governo possíveis de serem cumpridos tanto para o Brasil como para Mato Grosso", frisou. Até agora, o presidente se mantém irredutível em cumprir aquilo que já prometeu lá atrás: não vai se candidatar para tentar a reeleição.

Na esquerda, a indefinição sobre Lula incentiva a fragmentação. Embora considerada mais ao centro, Marina Silva (Rede) - oficializada como pré-candidata em dezembro passado - disputa o mesmo eleitorado.

Carlos Pereira não acredita na vitória do deputado federal Jair Bolsonaro, candidato do PSL e apontado pelos institutos de pesquisas como segundo colocado em cenários que incluem o ex-presidente Luíz Inácio Lula da Silva, do PT.

"Estamos oferecendo a candidatura de um político jovem que sabe exatamente o que fazer para tirar o Brasil da crise em que se encontrou durante muito tempo e dar prosseguimento às reformas de que o Brasil precisa para encontrar o seu caminho, seja na educação, na saúde, na área social, etc. Além disso, o Brasil não pode mais continuar convivendo com esta situação de violência que se espalha pelo país".

"Não tenho dúvida nenhuma de que a nossa pré-candidatura estará no segundo turno e sairemos vitoriosos", afirmou.

Para especialistas consultados pelo jornal Estado de S. Paulo, o cenário é de incerteza. "O presidente Michel Temer não é candidato e também não é pré-candidato", prometeu Marun.

"Com a crise e a ausência de candidatos com grande poder de aglutinação, todos partidos políticos resolveram se aventurar", disse o cientista político Carlos Melo, pesquisador do Insper. "Minha candidatura vai decolar", acrescentou Maia, ressaltando também que não tem problema em disputar a presidência com baixa intenção de voto. A consequência, disse, pode ser um 2.º turno entre nomes com poucos votos.

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