Pedro Dias condenado à pena máxima pelo Tribunal da Guarda

Em causa estão três crimes de homicídio qualificado sob a forma consumada, três crimes de homicídio qualificado sob a forma tentada, três crimes de sequestro, crimes de roubo de automóveis, de armas da GNR e de quantias em dinheiro, bem como de detenção, uso e porte de armas proibidas. A tentativa de homicídio do militar António Ferreira foi também considerada provada, tendo Pedro Dias sido condenado a onze anos e meio de prisão. No que respeita a Lídia da Conceição, que surpreendeu Pedro Dias quando estava escondido numa casa de Moldes, no concelho de Arouca, o tribunal absolveu-o do crime de tentativa de homicídio, mas condenou-o a dois anos de prisão por um crime de ofensa à integridade física qualificada. No final, o presidente do coletivo de juízes, Marcos Gonçalves, perguntou-lhe se tinha entendido a decisão do tribunal e, como este respondeu afirmativamente, deu o julgamento por terminado.

O tribunal tentou, mas em vão, encontrar a motivação subjacente ao primeiro disparo, que levou à morte de Carlos Caetano junto a um hotel em construção nas Caldas da Cavaca.

"Sabíamos que havia esse risco, porque a Liliane sobreviveu ao Luís Carlos e o direito à indemnização transmitiu-se para os pais de Liliane, com a morte da filha", afirmou.

Depois, o juiz deu como provado os três crimes de homicídio qualificado (de Liliane e Luís Pinto, e de Carlos Caetano).

Condenado à pena máxima de 25 anos por cúmulo jurídico pelo Tribunal da Guarda e obrigado ao pagamento de meio milhão de euros às vítimas e seus familiares na sequência dos crimes de Aguiar da Beira, Pedro Dias poderá agora ser deserdado pela família, por forma a evitar que pague as indemnizações a que está obrigado pela justiça.

Como Liliane acabou por não resistir aos ferimentos, neste caso, a indemnização será legalmente para os pais de Liliane Pinto.

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