Trump pode isentar México e Canadá de tarifas sobre aço e alumínio

Ele disse que é possível que Canadá e México fiquem isentos das sobretaxas.

O secretário de Comércio dos Estados Unidos, Wilbur Ross, abriu portas para isenções a outros países nas tarifas sobre as importações de aço e alumínio anunciadas pelo presidente americano, Donald Trump, que afirmou que o México e o Canadá podem ficar isentos caso seja assinado um "novo" Tratado Norte-Americano de Livre Comércio (Nafta). Na sua conta de Twitter, assinalou que os EUA têm "défices comerciais muito elevados com o México e com o Canadá", defendendo que o acordo NAFTA "tem sido um mau negócio para os EUA", resultando numa "massiva deslocalização em empresas e postos de trabalho".

Além da União Europeia, o Canadá - além de parceiro comercial faz fronteira com os EUA - reagiu, através do ministro do Comércio, Francois-Phillippe Champagne, que disse que este aumento da carga fiscal sobre estas matérias-primas que entram nos EUA é "inaceitável".

Da mesma forma, líderes republicanos na Comissão dos Impostos da Câmara dos Representantes fizeram circular uma carta em que se opõem aos planos de Trump e os líderes republicanos no Congresso deram a entender que podem impedir que as tarifas avancem se o presidente mantiver a sua intenção. Já a ministra dos Negócios Estrangeiros, Chrystia Freeland, considerou que estas limitações seriam prejudiciais, tanto para trabalhadores e empresas, americanas como canadenses. Além disso, o Canadá tem de tratar muito melhor os nossos agricultores. "Há milhões de pessoas viciadas e a morrer", escreveu o presidente dos EUA, em dois tweets.

Nesta segunda-feira (5), o presidente francês, Emmanuel Macron, também se pronunciou sobre este tema.

Trump planeja impor tarifa de 25% sobre as importações de aço e 10% sobre as de alumínio. Considerando que a imposição de tarifas vai agravar os problemas do setor, Juncker garantiu que a Europa não vai ficar parada "enquanto a nossa indústria é afectada por medidas injustas que colocam milhares de empregos europeus em risco".

A China, a segunda maior economia do mundo e um dos maiores produtores do mundo de aço e alumínio, na semana passada disse apenas que o comércio mundial será prejudicado se os países seguirem o exemplo dos Estados Unidos.

"Pensamos que o Presidente assinará alguma coisa até ao final da semana".

Edition: