ANÁLISE: Maia afia candidatura com afirmações cortantes para adversários

O presidente do seu partido, ACM Neto, disse que, se a pulverização de centro for longe demais, é possível uma convergência de candidaturas. Afirmou que o sucesso da economia brasileira - retratado na melhora do mercado de trabalho, por exemplo - "ficou na conta" do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, enquanto que a piora "ficou na conta do governo Temer". Com tom de pré-candidato, o presidente da Câmara também abordou outros assuntos como saúde, educação e transporte público. Maia também afirmou que o próximo presidente terá que ter "coragem" para enfrentar temas com pouco apelo popular, como a reforma da Previdência. "São milhões de jovens sem estudo, muito deles no crime". Maia quer fazer crer que a rejeição de Alckmin é alta e isso inviabiliza a vitória eleitoral. Para Maia, se uma candidatura alternativa de centro não for construída a tempo, os partidos vão "entregar a eleição para o PT, o Ciro (Gomes, do PDT) ou a Marina (Silva, da Rede)". Na véspera do lançamento de sua pré-candidatura para as eleições, nesta quinta-feira (8), Maia afirmou que não será "garoto-propaganda" do Planalto, mas que também não esconderá acertos do governo, apesar de ter criticado a atual política econômica. Serei candidato até o fim, mesmo com a participação de Temer.

Em entrevista ao jornal Folha de S. Paulo, o novo presidente da agremiação deu demonstração do distanciamento que seu partido deve adotar em relação a Michel Temer. "No Brasil de hoje, ainda, isso é uma infelicidade, uma tragédia, são mulheres que sofrem abuso, violência, dentro dos seus próprios lares", disse.

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