Meirelles admite que governo estuda alterar imposto sobre combustível

- A questão é muito clara: "a política de preços da Petrobras. é autônoma, baseada na eficiência corporativa, na realidade de mercado", disse. Deste modo, uma eventual mudança na tributação sobre combustíveis, envolvendo o PIS/Cofins, teria de ser feita, necessariamente, para baixar a tributação. O governo pediu ao Cade, no início do mês, investigação sobre possível cartel entre postos, que não estariam repassando reduções de preços para os consumidores.

O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, afirmou nesta quarta-feira (7), antes de café da manhã organizado pelo Council of the Americas com lideranças empresariais em Nova York (Estados Unidos), que a equipe econômica analisa a possibilidade de mudar a tributação sobre combustíveis. Tão logo tenha uma nova política de preços definida, vamos anunciar - disse o ministro.

Segundo Meirelles, além do custo nas refinarias, pesam no preço itens como impostos e a margem da distribuição. "Portanto, estamos revisando isso e vamos ver se há algo a fazer ou não". Neste sentido, não há nenhum pensamento de discussão a esse respeito, a Petrobras fixa seu preço de acordo com as condições de mercado e de produção da empresa - disse o ministro. "Não tem prazo definido [para a eventual mudança]", declarou Meirelles a jornalistas, em Nova York. Como os técnicos da área estão discutindo a melhor fórmula, aliados de Meirelles avaliaram que ele "falou demais" ao dar declarações sobre o assunto ainda na terça. "Em relação a outros fatores, no entanto, existem sim diversos fatores que adicionam o preço". "Existe possibilidade de uma ação do Cade [Conselho Administrativo de Defesa Econômica] a esse respeito, mas de qualquer maneira é uma das questões que tem que se olhar".

O ministro afirmou que não há prazo para fazer alterações e que nada disso deverá sair antes de 6 de abril, quando deverá decidir se permanece na Fazenda ou se sairá para tentar concorrer na eleição presidencial.

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