Casa Branca: Nenhum país ficará livre de sobretaxa de aço e alumínio

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, conversou com líderes mundiais sobre seu planejado aumento de tarifas sobre o aço e alumínio e não está considerando nenhuma isenção à medida, disse o secretário de Comércio, Wilbur Ross, neste domingo.

Navarro não deu detalhes sobre o mecanismo de isenção, e a Casa Branca não retornou a pedidos de comentário.

"A decisão, obviamente, é dele, mas, dado o momento e até onde eu sei, ele está falando sobre uma medida bastante ampla". O Pentágono havia recomendado tarifas "direcionadas", de modo a não prejudicar os parceiros. "Ainda não ouvi descrições sobre exceções específicas".

O governo brasileiro recebeu com preocupação a informação de que o governo dos Estados Unidos pretende aplicar uma tarifa extra de 25% sobre as importações de aço pelo país norte-americano e de 10% sobre as de alumínio.

A nível político, as respostas mais fortes vieram de países que, tradicionalmente, sempre estiveram mais próximos dos EUA, não faltando mesmo a referência explícita à possibilidade de retaliações, um sinal de que uma escalada até a uma guerra comercial é possível.

Questionado se os dois aliados deveriam ser isentos, Brady disse: "Sim, e indo mais longe, excluindo todo o aço e o alumínio negociados de forma justa, não apenas desses dois países".

O governo brasileiro vai aguardar o anúncio formal da cobrança adicional, esperado para esta semana, antes de ameaçar represálias ou recorrer a organismos como a OMC (Organização Mundial do Comércio).

A primeira-ministra britânica, Theresa May, reagiu. Para ela, uma ação multilateral seria "a única maneira de resolver o problema da sobrecapacidade global de todas as partes interessadas", segundo comunicado à imprensa feito pelo governo do Reino Unido.

O secretário de comércio avaliou as ameaças da União Europeia de implementar tarifas de retaliação sobre produtos americanos emblemáticos, incluindo motos Harley Davidson, bourbon e o jeans Levi's, como triviais e um "erro de arredondamento".

Ross minimizou os possíveis efeitos das tarifas propostas sobre a economia dos EUA, dizendo que representam uma fração de 1 por cento da economia.

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