Guerra do aço de Trump terá 'impacto enorme' na economia global — China

O governo do Brasil recebe com enorme preocupação a informação divulgada ontem de que o governo dos Estados Unidos pretende aplicar tarifa adicional de 25% sobre as importações de aço, e de 10% sobre as de alumínio, como decorrência da investigação com base na Seção 232 da "Lei de Expansão Comercial", de 1962.

Nem baixando o preço. E ainda corremos o risco de sofrer processo antidumping, que é medida comum adotada pelos norte-americanos.

No ano passado, o País exportou 15,3 milhões de toneladas de aço, dos quais 4,7 milhões de toneladas (US$ 2,6 bilhões em receita) foram para o mercado norte-americano, segundo a IABr.

Mesmo o principal parceiro comercial dos EUA, o Canadá, deixou clara sua irritação com a medida de Trump. Todos temem uma grande guerra comercial.

O problema é que a imposição de tarifas sobre bens como os produtos eletrônicos causariam repercussões para uma ampla cadeia de abastecimento global, prejudicando aliados dos EUA, como Japão, Coreia do Sul e Taiwan.

Fontes consultadas em Genebra apontaram que a onda protecionista nos EUA e a possibilidade de medidas que serão adotadas por governos em todo o mundo como resposta representam um dos maiores desafios para a OMC em seu papel de árbitro internacional.

Ao mesmo tempo, o Brasil também é o maior importador de carvão siderúrgico norte-americano (cerca de US$ 1 bilhão em 2017), que constitui insumo relevante para a produção brasileira de aço, parcialmente exportada aos Estados Unidos.

Em sua conta no Twitter, Trump disse na sexta que guerras comerciais são boas e fáceis de ganhar.

As tarifas propostas pelo presidente dos EUA, Donald Trump, para o aço e o alumínio não prejudicarão muito a China.

Assinarei na próxima semana. As ações da CSN, Usiminas e Gerdau fecharam com forte queda nessa sexta-feira, entre os piores desempenho da Bolsa. Os papéis da CSN encerraram com recuo de 5,05%, cotados a R$ 9,21. A empresa destina apenas 15% de suas vendas totais ao mercado externo.

A potencial aplicação de tarifas adicionais à importação de aço e alumínio nos Estados Unidos, sinalizada mais fortemente na quinta-feira pelo presidente Donald Trump, pode elevar as tensões comerciais e até mesmo enfraquecer instituições como a Organização Mundial do Comércio (OMC), opina o banco Goldman Sachs em relatório. Ele destacou, porém, que é preciso aguardar para ver se a medida, anunciada para a semana que vem, será mesmo efetivada.

A OMC está claramente preocupada com o anúncio dos planos americanos acerca dos direitos aduaneiros sobre o aço e o alumínio, afirmou Azevêdo, em uma rara declaração por escrito.

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