Foo Fighters exibe carisma em show para 40 mil pessoas em SP

Uma das questões discutidas entre os fãs dos Foo Figthers antes da apresentação do grupo no Maracanã, na noite deste domingo, era a quantidade de músicas de seu último disco, "Concrete and gold" (2017), que seria espremida em meio às dúzias de sucessos. A banda emendou uma música na outra e só foi dar "oi" para a plateia interagir em "The Pretender", a quarta música. O mesmo aconteceu em "The Sky is a Neighborhood". Grohl também teve seu momento de emoção quando viu a arena iluminada pelas luzes de celulares. Dave assumiu o comando da bateria e Taylor Hawkins os vocais, deixando a arena inteira de boca aberta com a performance impecável de 'Under Pressure', do Queen. O garoto, que faz 17 anos neste dia 1º de março, afirmou que foi chamado para subir ao palco antes da meia-noite.

Antes do Foo Fighters tocaram a banda brasileira Ego Kill Talent, do ex-Sepultura Jean Dolabella, e a norte-americana Queens of the Stone Age, liderada por Josh Homme, e que apostou em temas como Go With The Flow e No One Knows.

"Ah, o Queens of the Stone Age valoriza muito mais o novo disco", já diziam os fãs mais radicais.

Faltou "Generator", faltou "Skin and bones" - podiam ter entrado no lugar de algumas das brincadeiras de auditório -, mas sobraram bons momentos: o coro no "ô ô ô" de "Best of you" fez soar o gongo do arrepiômetro, dando ao show (e à banda) o carimbo de qualidade, com estrelinha dourada em tempos de guitarra em crise. Faixas de Villains, último disco da banda lançado em agosto de 2017, também tiveram espaço na apresentação, que durou cerca de 1 hora e meia.

A turnê brasileira das bandas já passou pelo Rio de Janeiro e São Paulo e, depois de Curitiba, ocorre em Porto Alegre (no dia 4 de março).

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