Gusttavo Lima é indiciado pela Polícia Civil de Goiás

Segundo o delegado Luziano de Carvalho, da Delegacia Estadual de Repressão a Crimes Contra o Meio Ambiente (Dema), o sertanejo ampliou uma represa de sua fazenda, localizada em Bela Vista de Goiás, na região metropolitana de Goiânia, sem licença.

É muita polêmica para um só Gusttavo Lima: após ser criticado por aparecer atirando com um fuzil e declarar apoio a Bolsonaro, o cantor está na mira da Polícia Civil de Goiás. Ele e mais três pessoas foram indiciados pela Polícia Civil nesta quarta-feita (28) pela prática de crime ambiental. Segundo denúncia, Gusttavo Lima é indiciado por crime ambiental. A represa possui três hectares, e o objetivo do cantor era aumentá-la para mais quatro. Mas, para isso, é preciso obter uma licença concedida pela Secretaria de Meio Ambiente, Recursos Hídricos, Infraestrutura, Cidades e Assuntos Metropolitanos (Secima).

O Batalhão Ambiental esteve no local duas vezes em 2017 e encontrou máquinas trabalhando na área.

Em resumo, não há nenhum tipo de obra referente a ampliação da represa em curso, e só será feita mediante a liberação da licença dos órgãos competentes.

O artista e as outras três pessoas envolvidas podem ser enquadradas no artigo 60 da Lei 9605/98, que trata de crimes ambientais. A pena varia de um a seis meses de reclusão ou multa.

"O advogado de Gusttavo Lima não teve informação sobre conclusão do inquérito, mesmo porque não foi feita uma perícia técnica que pudesse comprovar as irregularidades mencionadas".

Em nota enviada ao G1, a assessoria de imprensa do cantor disse que o advogado dele não tem conhecimento sobre a conclusão do inquérito.

Eles também informaram que as obras realizadas até o momento "foram feitas de acordo com a legalidade, a parte de limpeza e pasto tinham licença". Em 18/12/2017 após estudos técnicos feitos pela equipe contratada pelo cantor, foi protocolado pedido de licença junto a Secretária do Meio Ambiente de Goiás.

O responsável pelo obra, mesmo sem ter sido chamado foi à delegacia prestar depoimento, nesta mesma data foram solicitados vários documentos, os mesmos já foram entregues.

O delegado argumentou, ainda, que a ampliação pode ter sido motivada para lazer, considerando que não há criação de gado na fazenda.

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