Brasil abre 77,8 mil vagas formais de trabalho em janeiro

Em janeiro de 2017, foram fechados 40,8 mil postos com carteira assinada.

Esta publicação inclusive informação e dados são de propriedade intelectual de Reuters. Em segundo lugar ficou o setor de serviços, com 4.812.

No lado oposto, houve corte de vagas nos setores de comércio (-48.747 postos), administração pública (-802 postos) e extrativa mineral (-351 postos).

Puxada pelo bom desempenho das empresas de calçados e têxtil, a indústria abriu 49,5 mil vagas com carteira assinada em janeiro. O saldo é resultado de 1,3 milhão de admissões e 1,2 milhão de desligamentos. Já em dezembro, mês tradicionalmente ruim para as contratações, foram eliminados 15.578 postos. Esse quadro foi ainda mais acentuado na indústria de transformação, que liderou as admissões com carteira assinada em janeiro e registrou um salário de admissão equivalente a 86,5% do salário de desligamento.

Pelo Caged, o setor da indústria de transformação conta com 12 subsetores e todos eles tiveram um desempenho positivo no mês. O subsetor de maior destaque foi o de Comércio e administração de imóveis, valores mobiliários, serviço técnico, que apresentou saldo positivo em 22.926 postos.

Na agropecuária, 15.633 empregos foram gerados, puxados pelo cultivo de frutas de lavoura permanente (exceto laranja e uva), com 10.593 novos empregos, e pelo cultivo de soja, com outras 6.762 novas vagas.

Já o comércio apresentou saldo negativo, com o fechamento de 2.383 vagas formais no Ceará, resultado de 7.257 contratações ante 9.640 demissões de funcionários. Juntos, os dois setores comandaram as contratações no primeiro mês do ano.

Os dados mostram que as regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste apresentaram saldos positivos no emprego em janeiro.

No mês passado, o Estado que mais gerou emprego de modo líquido foi São Paulo, com a criação de 20.278 postos de trabalho com carteira assinada, seguido por Rio Grande do Sul (17.769) e Santa Catarina (17.348).

O Ministério do Trabalho informou também que, em janeiro, o salário médio real de admissão foi de R$ 1.535,51 e o salário médio de demissão, de R$ 1.636,41 em janeiro. Já os Estados que fecharam vagas e, portanto, tiveram os piores desempenhos em janeiro foram Rio de Janeiro (-9.830), Pernambuco (-4.837) e Pará (-4.081). Em relação ao mesmo período de 2017, o ganho real foi de R$ 20,12 (+1,33%) para o salário de admissão e de R$ 11,00 (+0,68%) para o de desligamento.

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