VÍDEO: WS analisa operação da PF na casa do petista Jaques Wagner

Jaques Wagner é acusado de levar R$ 82 milhões em propina e caixa dois pelo desvio nas obras da Arena Fonte Nova, estádio de futebol que passou por reforma para ser sede de jogos da Copa do Mundo de 2014, em Salvador, na Bahia.

De "prova" material, mesmo, "15 relógios de luxo apreendidos na casa do ex-governador", informou o matutino baiano. A PF vai apurar se os relógios de luxo foram presenteados por empreiteiras que obtiveram contratos com o governo da Bahia. "Tinha para ele e tinha para dar de presente". Houve buscas e apreensão no gabinete de Wagner, na Secretaria de Desenvolvimento Econômico do governo do Estado, pasta comandada pelo petista, e também em sua residência.

A PF também cumpriu mandados nas casas e nos escritórios de Bruno Dauster, chefe da Casa Civil da Bahia, e do empresário Carlos Daltro, amigo de Wagner.

Segundo a PF, a estimativa é que o superfaturamento chegue a 450 milhões de reais, "sendo grande parte desviado para o pagamento de propina e o financiamento de campanhas eleitorais".

O governador da Bahia, Rui Costa, questionou hoje (26), em entrevista a jornalistas, por que a televisão (TV Bahia, afiliada da Globo no estado) chegou em frente ao apartamento de Jaques Wagner antes da Polícia Federal. A PF pediu a prisão preventiva do ex-governador, o que foi negado pelo Tribunal Regional Federal da 1.ª Região (TRF-1).

A PF, então, pretende ouvir os suspeitos em depoimentos que ainda serão agendados.

O petista é apontado como possível "plano B" do PT para a eleição, caso o ex-presidente Lula não seja candidato. No total, são cumpridos hoje sete mandados de busca e apreensão, cumpridos em órgãos públicos, empresas e endereços residenciais dos envolvidos no esquema criminoso. Mas por decisão do Supremo Tribunal Federal as conduções estão suspensas.

O PT e os movimentos de esquerda não podem aceitar essa perseguição política realizada pelo judiciário e a polícia federal, devem denunciar e mobilizar suas bases para impedir a prisão de suas lideranças e militantes.

Em conversa com o UOL, os advogados de defesa de Jaques Wagner disseram que o ex-ministro está muito tranquilo com os fatos e chamou de "factoides" e "inverdades" os valores apresentados pela denúncia feita pela Polícia Federal. "A primeira coisa que fizemos foi pedir acesso à integralidade do inquérito". Do que a gente tem conhecimento, é que esses valores são valores feitos de modo aleatório, há uma fragilidade na elaboração dessas contas.

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