Três diretores batem com a porta no Hospital de Faro

Em resposta às denúncias dos diretores, a resposta tem sido no sentido de acelerar as altas hospitalares, expõe o secretário-geral do Sindicato dos Médicos em declarações à rádio pública.

Em declarações à agência Lusa, o secretário-geral do Sindicato Independente dos Médico (SIM), Jorge Paulo Roque da Cunha, disse que os três diretores dos serviços de Medicina do hospital do Algarve (Faro) pediram a demissão.

Caso se confirmem estes factos, que configuram, na perspetiva do CRS, "uma situação inadmissível", "não haverá qualquer argumento que possa ser aceitável e a situação deve ter consequências legais e ser de imediato suspensa qualquer orientação que possa vir a revelar-se prejudicial para os doentes", declarou. "Apelo a que o Ministério da Saúde invista no hospital do Algarve, invista nos serviços e os dote dos recursos humanos necessários", afirmou Roque da Cunha à Lusa.

A Ordem dos Médicos (OM) tomou conhecimento que três diretores de serviços de Medicina do Hospital de Faro se demitiram, alegando razões que o Conselho Regional do Sul (CRS) considera muito preocupantes. Segundo Roque da Cunha, aqueles serviços do hospital deparam-se com uma sobrelotação de doentes e com dificuldades de internamento.

Contactada pela Antena 1 e pela Agência Lusa, a administração do Hospital de Faro promete uma tomada de posição esta quarta-feira. No passado dia 22 de Fevereiro, numa reunião ocorrida entre o Conselho de Administração, direcção do Departamento de Medicina e os três directores de Serviços de Medicina Interna, de novo, surgiram os problemas relacionados com a falta de condições de trabalho.

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