Temer: transferência da PF para Ministério da Segurança não interrompe Lava Jato

A equipe do Ministério Extraordinário da Segurança Pública será composta pelo general Carlos Alberto Santos Cruz, que acumulará a Secretaria-Executiva e a Secretaria Nacional de Segurança Pública, pelo diplomata Alessandro Candeas, que será o chefe de gabinete, pelo delegado Rogério Galloro, que será o diretor-geral da Polícia Federal, por Renato Borges Dias, que assume a direção da Polícia Rodoviária Federal, e por Carlos Felipe de Alencastro, diretor do Departamento Penitenciário Nacional.

Raul disse também, que quer colocar os polícias trabalhando efetivamente nas ruas, e apenas 2% do contingente trabalhando em funções administrativas. O presidente afirmou que a verba já havia sido disponibilizada no ano passado e vai ser novamente destinada aos governadores para esse propósito. Jungmann disse que há intenção de se reunir-se na próxima semana com prefeitos de capitais e regiões metropolitanas para aproximá-los do debate sobre segurança pública.

De acordo com Jungmann, a "frouxidão de valores" leva às drogas pessoas de classe média às quais "nada falta, aqueles que têm recursos".

Temer anunciou, na reunião, uma linha de financiamento de R$ 42 bilhões - a maior parte oferecida pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico (BNDES) - para investimentos em segurança pública, como reequipamento das polícias estaduais. "Foi uma coisa ajustada pelo novo ministro, que deve ter realmente a sua equipe", disse Temer, confirmando que deu aval para a saída do delegado. Questionado sobre a operação Lava Jato, afirmou que ela terá "todo o apoio em todas as suas necessidades". Na verdade, a frase do ex-presidente, dita em 2015, foi: "Impeachment é como bomba atômica, é para dissuadir, não para usar". "Não é aceitável que as penitenciárias se tornem 'home office' do crime organizado", afirmou ainda Jungmann. Lembrou, por exemplo, que hoje há pelo menos 90 mil guardas municipais no País.

O ministro Jungmann anunciou que vai marcar um encontro dos ministros de Segurança de todos os países da América do Sul para discutir a situação das fronteiras, e defendeu que uma autoridade do continente coordene a discussão do tema. "Temos de ter atuação conjunta". O novo ministério ainda "combaterá duramente o crime organizado, sem jamais desconsiderar os direitos humanos. Vamos começar tratar dessas questões dos estados aí, pontualmente, vamos verificando caso a caso", disse o presidente. A agenda ainda não foi confirmada oficialmente pelo Palácio do Planalto, mas foi anunciada pelo próprio presidente.

Ao "jogar essa batata quente" nas mãos do ministro Jungmann, Temer entrega toda a decisão política de golpes militares no País nas mãos de um dos maiores seguidores do imperialismo e das Forças Armadas no continente, ou seja, deu carta branca para se massacrar toda a população brasileira.

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