Mercado Livre lança campanha contra aumento dos Correios

Com o maior custo de envio das mercadorias, pode haver queda das vendas pela internet, projeta o Mercado Livre. "Participe da campanha e compartilhe a hashtag #FreteAbusivoNão nas suas redes sociais!", conclama texto publicado pelo site.

"Com o 'vampirão neoliberalista' o preço da gasolina e do gás dispararam, agora Temer quer aumentar em 51% o valor do frete dos Correios".

Muitos aderiram à causa, reclamando sobre o valor dos Correios. Não há sinais de que os entregadores dos Correios, que são os profissionais que lidam diretamente com os riscos urbanos, terão repasses em seus salários das taxas absurdas que podem entrar em vigor. De qualquer forma, o aumento existe, porém, pode ser que não seja tão alto quanto o Mercado Livre estava mencionando. No entanto, em uma postagem em seu blog, os Correios esclareceram que, ao contrário do que foi divulgado, o aumento será de 8%.

De acordo com os Correios, a média do aumento será de 8% para os objetos postados entre capitais e nos âmbitos local e estadual, que representam a grande maioria das postagens realizadas nos Correios. Trata-se de uma revisão anual, a exemplo do previsto em contrato. "A definição dos preços é sempre baseada no aumento dos custos relacionados à prestação dos serviços, que considera gastos com transporte, pagamento de pessoal, aluguéis de imóveis, combustível, contratação de recursos para segurança, entre outros", afirmou a estatal no texto. "O maior dos países citados - a Argentina - tem cerca de um terço da extensão territorial do Brasil e 40% de toda a sua população concentrada na região metropolitana de Buenos Aires", informou a empresa pública.

O aumento médio será de 29% e vai afetar todo tipo de correspondência. Outro exemplo citado na nota, a Colômbia, é cerca de seis vezes menor que o Brasil.

Imagem Tecmundo
Imagem Tecmundo

Os problemas relacionados a segurança em diversas cidades do Brasil são algo levado em consideração pelos Correios.

Taxa extra para locais considerados como áreas de risco: como se não bastasse o aumento no frete, o envio para cidades considerados como área de risco, como o Rio de Janeiro, resultará em uma tarifa adicional de R$ 3,00 por encomenda. Por período indeterminado, mas, segundo os Correios, temporário, as entregas direcionadas à capital fluminense terão uma taxa adicional de R$ 3. "Vale esclarecer que essa cobrança já é praticada por outras transportadoras brasileiras desde março de 2017", justificou a estatal.

Os Correios ressaltam que a parceria com o e-commerce brasileiro é de extrema importância para a empresa. Parceria que, inclusive, viabiliza a atividade de inúmeras micro, pequenas e médias empresas que vendem pela internet devido à oferta de pacotes de benefícios dos Correios exclusivos para os marketplaces brasileiros, incluindo reduções de preço que chegam a mais de 30% no SEDEX e 13% no PAC quando comparado aos preços à vista. Por fim, segundo a empresa, essa decisão foi bem pensada, buscando o menor impacto possível para manter a relevância do e-commerce.

Por fim, essa revisão mantém os Correios competitivos em seus preços praticados no Brasil inteiro, garantindo sua presença em todo o território nacional. Diante de rumores e insatisfação, o Mercado Livre criou o movimento #FreteAbusivoNão. Já o frete para São Paulo até o Acre, na cidade de Cruzeiro do Sul, o serviço pode custar 42,54% mais caro.

Edition: