Ceará cria 1,6 mil empregos formais em janeiro

Esse é o maior saldo de geração de vagas no mercado formal para o período desde 2012, segundo dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) divulgados nesta sexta-feira pelo Ministério do Trabalho.

O resultado, que interrompe dois meses seguidos de fechamento de vagas no país, ficou dentro das expectativas de mercado.

Esta publicação inclusive informação e dados são de propriedade intelectual de Reuters.

Outro resultado positivo veio do setor de serviços, que abriu 579 postos de trabalho no Estado, fruto da admissão de 13.623 profissionais e demissão de outros 13.044 trabalhadores.

No lado oposto, houve corte de vagas nos setores de comércio (-48.747 postos), administração pública (-802 postos) e extrativa mineral (-351 postos).

Tiveram aumento de vagas ainda a Agropecuária (+15.633 postos) a Construção Civil (+14.987 postos) e os Serviços Industriais de Utilidade Pública (+1.058 postos).

Apesar do ganho acima da inflação nas contratações, o salário de admissão ficou abaixo da remuneração que era recebida pelos que foram demitidos no período. Foram 1.284.498 admissões e 1.206.676 desligamentos.

Pelo Caged, o setor da indústria de transformação conta com 12 subsetores e todos eles tiveram um desempenho positivo no mês. A indústria de transformação foi a que mais teve saldo positivo, com 8.051. O subsetor de maior destaque foi o de Comércio e administração de imóveis, valores mobiliários, serviço técnico, que apresentou saldo positivo em 22.926 postos. Boa parte das vagas foi gerada pelo setor de cultivo de soja, uma das mais relevantes no país.

Com o resultado de janeiro, o estoque de empregos estava, no final daquele mês, em 37,94 milhões de vagas, contra 37,86 milhões em janeiro do ano passado.

Das cinco regiões do país, três apresentaram saldos positivos no emprego. O estado é seguido pelo Rio Grande do Sul (17,8 mil), Santa Catarina (17,3 mil) e Paraná (11,6 mil). O Sudeste teve aumento de 21.924 vagas formais e o Centro-Oeste, 20.421. Os desempenhos negativos foram no Nordeste (-6.035 postos) e no Norte (-5.242 postos).

O Ministério do Trabalho informou também que, em janeiro, o salário médio real de admissão foi de R$ 1.535,51 e o salário médio de demissão, de R$ 1.636,41 em janeiro.

Os menores saldos de emprego ocorreram no Rio de Janeiro (-9.830 empregos), Pernambuco (-4.837), Pará (-4.081), Paraíba (-3.255) e Alagoas (-2.189).

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