Auxílio-moradia causa demissão de vice-ministra da Grécia

Não é somente no Brasil que a concessão de auxílio-moradia provoca controvérsias. Isso porque a mídia grega noticiou que a vice-ministra recebia mil euros mensais de auxílio-moradia nos últimos dois anos, mesmo sendo casada com um homem rico.

Além dos rendimentos próprios, Antonopoulou é casada com o atual ministro da economia da Grécia, Dimitris Papadimitrou, que é um homem rico e declarou, em 2016, ter um rendimento anual de 336 mil euros (R$ 1,4 milhão).

Em 2015, Rania Antonopoulos declarou uma carteira de ações de 340 mil dólares e uma renda anual de 70 mil dólares. Depois da revelação da imprensa, a vice-ministra se demitiu do governo.

O governo decidiu, por sua vez, suprimir imediatamente o auxílio-moradia aos ministros que não são deputados, como era o caso de Rania Antonopoulos.

Segundo a revista alemã Der Spiegel, Antonopoulou não cometeu nenhuma ilegalidade, mas o caso repercutiu mal no país que ainda sofre os efeitos da profunda crise econômica do final dos anos 2000, que impôs cortes severos em aposentadorias e benefícios sociais. Ela propôs ainda devolver os 23 mil euros que recebeu de auxílio quando ocupou o posto.

"Nunca tive a intenção de insultar o povo grego. Eu também estou ciente que a minha situação financeira reforce a indignação popular", reconheceu Raina, em comunicado.

Para a oposição, a saída não foi suficiente. "Eles (Antonopoulou e Papadimitriou) não deveriam apenas renunciar, mas deixar o país no próximo avião", disse Adonis Georgiadis, vice-presidente do partido liberal-conservador Nea Dimokratia.

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