Após polêmicas, Fernando Segóvia é demitido da direção da Polícia Federal

Segovia chegou a prestigiar a posse do novo ministro da Segurança - ele estava na terceira fileira de convidados e, depois de um discurso de mais de 30 minutos de Jungmann, foi um dos puxadores de palmas.

Para o presidente da entidade, a "criação do Ministério Extraordinário da Segurança Pública, ao qual a Polícia Federal agora está vinculada, parece ser uma medida adequada às necessidades urgentes do combate ao crime, como maior integração entre as polícias e desenvolvimento de ações de inteligência".

"A Fenapef agradece o empenho de Fernando Segóvia à frente do cargo e seu esforço em honrar os compromissos que assumiu com os policiais federais e deseja ao novo diretor-geral, Rogério Galloro, sucesso em mais essa missão", diz.

A decisão chega em meio à repercussão causada por uma entrevista de Segovia na qual ele afirmou que o inquérito contra o presidente Michel Temer por suposta corrupção no chamado "Decreto dos Portos" poderia ser arquivado.

Na segunda-feira (26) a procuradora-geral da República, Raquel Dodge, ameaçou pedir o afastamento de Fernando Segovia caso o delegado voltasse a se manifestar sobre inquéritos.

O novo diretor-geral da PF ocupava o comando da Secretaria Nacional de Justiça.

Segovia vai ser substituído por Galloro, ex-número 2 da PF na gestão de Leandro Daiello, o mais longevo chefe da instituição e responsável por conduzi-la em momentos delicados, como durante as investigações da operação Lava Jato.

No entanto, a permanência do ex-diretor geral no cargo gerava desconfiança até mesmo na Associação de Delegados da Polícia Federal. "Tem se destacado pela dedicação nos setores onde foi lotado". "É reconhecido pelos colegas como um nome qualificado para desempenhar as importantes atribuições da função".

Edition: