ONU diz que combates continuam em Ghouta Oriental

O Observatório Sírio de Direitos Humanos (OSDH) afirmou que o cessar-fogo em Ghouta Orientalnesta quarta-feira foi precedido por uma série de bombardeios aéreos nas cidades de Harasta e Douma, onde os soldados sírios tentam avançar com uma ofensiva terrestre para expulsar os rebeldes e retormar o território.

"Vocês não estão conseguindo nos ajudar a ajudar os civis da Síria", disse o conselheiro humanitário da ONU, Jan Egeland, a diplomatas de 23 Estados que compareceram a uma reunião semanal em Genebra.

O canal de televisão estatal difundiu imagens do corredor junto ao campo de refugiados palestinianos de Al Wafidin, que separa as áreas controladas pelo Exército sírio e as fações da oposição e islamitas, em Ghouta oriental, nos arredores de Damasco.

Os governos russo e sírio acusam os rebeldes que ocupam Ghouta Oriental, cercada pelo regime sírio desde 2012, de impedir a saída de civis pelo corredor humanitário, o que os insurgentes negam.

"O regime sírio realizou a partir das 9h00 (4H00 de Brasília) um total de nove ataques, incluindo seis obuses de artilharia, dois barris de explosivos e um ataque aéreo", afirmou à AFP Rami Abdel Rahman, diretor da ONG Observatório Sírio dos Direitos Humanos (OSDH). Além disso, vários projéteis atingiram também a área de Mesraba.

O Presidente da Rússia, Vladimir Putin, ordenou na segunda-feira uma trégua humanitária que começou esta terça-feira na região, mas foi logo interrompida.

"Por ordem do Presidente russo e com o objetivo de prevenir vítimas entre a população civil de Ghouta Oriental, desde 27 de fevereiro (.) será introduzida uma trégua humanitária", afirmou o ministro da Defesa russo, Serguei Choigu.

A trégua que o ministro russo vinculou à resolução 2401, aprovada no sábado pelo Conselho de Segurança das Nações Unidas, prolonga-se até às 14h locais (12h em Lisboa).

O enclave de Ghouta oriental tem sido alvo de intensos ataques por parte das forças governamentais desde 18 de Fevereiro, que já causaram 568 mortos, entre os quais 141 crianças, segundo o OSDH.

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