63% dos desempregados no Brasil são pretos ou pardos

Entram nessa avaliação pessoas desempregadas e com jornadas de trabalho inferiores a 40 horas semanais.

Na média anual, a taxa de subutilização da força de trabalho foi de 23,8% em 2017, o que corresponde a 26,5 milhões de pessoas. O índice de desocupação e de força de trabalho potencial do Piauí é maior que três vezes o índice de Santa Catarina, que possui a taxa mais baixa de todo o país (8,4%).

O comércio é o setor que mais emprega no Piauí, revela a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua - trimestral (PNADC), divulgada nesta sexta-feira (23) pelo IBGE. As menores ficaram em Santa Catarina (10,7%), Mato Grosso (14,3%), Rio Grande do Sul (15,5%) e Rondônia (15,8%).

No 4º trimestre de 2017, as unidades da federação que apresentaram as maiores taxas de desocupação foram Amapá (18,8%), Pernambuco (16,8%), Alagoas (15,5%), Rio de Janeiro (15,1%) e Bahia (15,0%). O Estado só fica atrás de Alagoas, cuja taxa é de 31%, e do Maranhão, que apresenta taxa de 27,4%.

Pela primeira vez, a Pnad Contínua traz dados sobre os desalentados, ou seja, aqueles que estavam fora da força de trabalho por uma das seguintes razões: não conseguiam trabalho, ou não tinham experiência, eram muito jovens ou idosos, não encontraram trabalho na localidade - e se tivessem conseguido trabalho, estariam disponíves para assumir a vaga. O contingente dos desocupados no Brasil no quarto trimestre de 2012 foi estimado em 6,7 milhões de pessoas.

A participação da população preta no contingente de pessoas desocupadas aumentou de 9,6% em 2012 para 11,9% em 2017. Os pardos representavam 52,4% desse total, seguido dos brancos (37,5%) e dos pretos (9,6%). No quarto trimestre de 2017, a participação dos pardos caiu para 51,9%; a dos brancos reduziu para 35,6% e dos pretos subiu para 11,9%. O crescimento, na comparação com o quarto trimestre do ano anterior, foi de 59,4% para 61%.

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