Marcelo anuncia que volta a receber Rui Rio na segunda-feira

No último dia da visita de Estado a São Tomé e Príncipe, Marcelo Rebelo de Sousa visita o Polo Cultural Português e a escola secundária Padrão.

Na repressão desta revolta, ordenada pelo ex-governador Carlos de Sousa Gorgulho, morreram 1.032 pessoas, na versão são-tomense, e entre uma e duas centenas, na versão portuguesa da época.

O chefe de Estado são-tomense reiterou ainda as condolências pelas vítimas dos incêndios em Portugal no ano passado.

Marcelo Rebelo de Sousa não pediu desculpas, mas reconheceu responsabilidades do regime colonial, no fundo, pelo massacre de são-tomenses, a 3 de Fevereiro de 1953, num campo de prisioneiros junto à praia de Fernão Dias.

O monumento imita em betão o movimento das ondas do mar, onde os são-tomenses acreditam que foram parar alguns dos desaparecidos.

Duarte Marques, deputado do PSD na Assembleia da República, acompanha o chefe de Estado nesta visita oficial e mostrou o "maravilhoso momento em São Tomé e Príncipe".

"Vim aqui homenagear todos aqueles que lutaram pela liberdade e em particular todos os que morreram pela liberdade faz agora precisamente 65 anos", disse.

São Tomé e Príncipe será o quinto país lusófono a que Marcelo Rebelo de Sousa se desloca desde que tomou posse, em março de 2016, depois de Moçambique, Cabo Verde, Brasil e Angola.

"Temos eleições este ano e temos que ter um tribunal constitucional que de facto sirva a democracia", disse Aurélio Martins, que foi recebido por Marcelo Rebelo de Sousa juntamente com outro membro da direcção do seu partido.

"Marcelo, cadê você, estou aqui só para ti vê", entoavam as crianças, com bandeiras de São Tomé e Príncipe.

Edition: