Cerca de 2 mil trabalhadores dos CTT aderiram à manifestação

Segundo os sindicatos que promoveram a paralisação, a adesão à greve dos trabalhadores dos CTT no turno da noite dos Centros de Tratamento e Transportes de Lisboa e Porto foi de 70,63%, tendo ultrapassado as expectativas.

Ainda assim, o responsável ressalvou a "dificuldade [das estruturas sindicais] em ter números concretos porque os dirigentes e os delegados estão a vir para Lisboa, para a manifestação desta tarde, e não vão aos locais de trabalho para recolher números".

Os sindicatos esperam uma boa adesão e acreditam que vão contar com quatro mil trabalhadores de correios na manifestação em Lisboa. O desfile parte do Marquês de Pombal em direção à residência oficial do primeiro-ministro.

As ações são organizadas pelo Sindicato Nacional dos Trabalhadores de Correios e Telecomunicações (SNTCT), pelo Sindicato Democrático dos Trabalhadores das Comunicações e dos Media (SINDETELCO), pelo Sindicato Independente dos Correios de Portugal (SINCOR), pelo Sindicato Nacional Dos Trabalhadores Das Telecomunicações e Audiovisual (SINTAAV) e pela Comissão de Trabalhadores.

Em causa estão cerca de 3.500 trabalhadores que aderiram à greve, segundo o responsável do SNTCT.

Os CTT vieram ainda garantir que a distribuição postal continua a ser prestada durante o dia de hoje, não tendo esta paralisação cumprido o seu objetivo de interromper o serviço aos clientes.

"Em face de todo o ruído que se tem verificado na envolvente da discussão pública, queremos enaltecer a capacidade de resposta dos profissionais dos CTT que mantêm altos padrões de produtividade e respondem com excelência no serviço que prestam aos portugueses, sendo esta a melhor resposta que podemos dar perante o facto de sentirmos que se colocou em causa o nosso brio profissional, a nossa competência e a nossa ligação genética ao serviço público", pode ler-se no comunicado.

Apontando que o presidente da Anacom, João Cadete de Matos, também esteve presente, Sérgio Monte disse que o executivo prometeu "atenção redobrada" à situação dos CTT.

Na origem do protesto está o Plano de Transformação Operacional dos CTT, que foi apresentado pela empresa em dezembro e que prevê a redução de cerca de 800 trabalhadores na área das operações em três anos e a otimização da rede de lojas, através da conversão em postos de correio ou do fecho de lojas com pouca procura. Inicialmente foi indicado o encerramento de 22 estações, no entanto, a empresa detentora dos CTT baixou o número para 19, com a criação de novos postos em juntas de freguesia e estabelecimentos comerciais.

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