PF faz buscas na Casa Civil do Paraná — Lava Jato

Nesta quinta-feira (22), a Polícia Federal deflagrou nova fase da Operação Lava Jato visando o cumprimento de sete mandados de prisão e 50 de busca e apreensão nos estados do Paraná, Santa Catarina, São Paulo e Rio de Janeiro.

Entre as empresas que foram alvo de mandados de busca e apreensão na ocasião estava a Econorte, responsável pela concessão de rodovias federais no norte do Estado do Paraná, que depositou R$ 1.005.714,50 em favor de Tacla Duran entre 2012 e 2014. Os alvos principais são servidores públicos e empresas investigadas por corrupção, lavagem de dinheiro, associação criminosa e peculato, suspeitos de participar de um esquema de fraude na gestão das concessões rodoviárias federais no Estado do Paraná. A PF cumpre as ordens judiciais em quatro Estados: Paraná, São Paulo, Rio de Janeiro e Santa Catarina.

Desde as 6h, policiais estão no Palácio Iguaçu, sede do governo Beto Richa (PSDB), para cumprir ordem de buscas em gabinete da Casa Civil. Os investigadores descobriram o uso de estruturas de lavagem de dinheiro para repassar recursos ilícitos a agentes públicos, sobretudo por meio dos operadores Adir Assad e Rodrigo Tacla Duran.

"Uma das concessionárias se utilizou dos serviços de Adir Assad e Rodrigo Tacla Duran para operacionalizar, ocultar e dissimular valores oriundos de atos de corrupção". Dentre os serviços prestados por estes operadores está a viabilização do pagamento de vantagens indevidas a agentes públicos do DNIT - Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes, DER/PR - Departamento de Estradas de Rodagem no Paraná e Casa Civil do Governo do Estado do Paraná. Em alguns dos itens da planilha, segundo o Ministério Público Federal, o sobrepreço alcançou 89%. "Essa 'gordura' era usada para pagamentos indevidos", afirmam o MPF.

Segundo as apurações, mesmo existindo uma determinação do TCU e um estudo técnico recomendando a redução da tarifa em 18%, a empresa investigada foi favorecida por dois termos aditivos e um termo de ajuste que aumentaram a tarifa paga pelo usuário em mais de 25%. O reajuste foi autorizado pelo DER-PR, que justificava a necessidade de permitir o "reequilíbrio financeiro" do contrato com a empresa. A Polícia Federal não informou quais as acusações que pesam contra o servidor.

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