Maia: Câmara instalará observatório para fiscalizar ações do governo na Segurança

Mais cedo, Maia havia dito que a Casa vai criar até sábado (24) um "observatório" para fiscalizar as ações e indicadores do governo federal na área da educação e segurança pública, entre elas, a intervenção no Estado do Rio de Janeiro.

"A apresentação de ontem [segunda, 19] foi um equívoco, foi desrespeito ao parlamento, já que os projetos já estão aqui e nós vamos pautar aquilo que nós entendermos como relevante, no nosso tempo", afirmou Maia nesta terça. "Isso é um abuso", acrescentou.

Em mais um episódio de estranhamento entre Maia e o Palácio do Planalto, o presidente da Câmara demonstrou irritação com o que entendeu ser uma interferência do Executivo no andamento dos trabalhos do Legislativo. Não é uma determinação minha, é da Constituição que jurei cumprir - disse Eunício Oliveira.

Dos projetos apresentados, 11 já estão em tramitação no Congresso.

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"Nem conheço as 15 [propostas]. Nem li e nem vou ler".

Rodrigo Maia também descartou, pelo menos por ora, a votação de mudanças na Previdência por projetos de lei, como pretende o governo. "Foi opção expressa dos Constituintes que, no caso de condenações criminais com trânsito em julgado em desfavor de Deputados ou Senadores, a última palavra sobre a titularidade do mandato permaneça nas mãos do Plenário da Casa a que pertence o Parlamentar", afirmou o presidente da Câmara, por meio de nota. "O governo do Rio de Janeiro sucumbiu à desordem e, por isso, torna-se urgente e inadiável fazer prevalecer a ordem e levar de volta a paz de espírito às ruas do Rio de Janeiro e de todo o País", disse Maia.

As declarações do presidente da Câmara diferem do tom adotado na noite da segunda-feira, quando o deputado mencionou algumas dessas 15 medidas, antes do anúncio oficial do governo. "Nós não fizemos uma pauta de novidades", disse. Ele reafirmou que o governo não tem votos para aprovar essa pauta. Ainda mais quando este alguém não tem o menor pudor em valer-se da coisa pública para atender aos próprios interesses, como fez Temer ao distribuir emendas, cargos e outras vantagens para aliciar deputados na votação das duas denúncias.

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