UNICEF diz que taxas de mortalidade infantil em países pobres são alarmantes

A probabilidade de os bebés que nascem nos países mais inseguros morrerem é 50 vezes maior, comparativamente com os bebés nascidos nos locais mais seguros.

Os recém-nascidos no Paquistão, República Centro-Africana e Afeganistão são os que têm menor probabilidade de sobreviver, de acordo com um relatório da Unicef que revela que todos os anos 2,6 milhões de crianças morrem antes de completar um mês.

O relatório salienta que mais de 80 por cento das mortes de recém-nascidos se devem a nascimentos prematuros, complicações durante a gravidez ou infecções, como a pneumonia e a septicemia.

"Todos os anos, 2,6 milhões de recém-nascidos em todo o mundo não sobrevivem ao primeiro mês de vida".

No Japão, um em cada 1,1 mil recém-nascidos morre no primeiro mês de vida, enquanto no Paquistão, a taxa é de que um a cada 22 bebês.

Os países com menores riscos são os mais avançados em termos de saúde e educação: Japão, Islândia (um em cada 1.000), Cingapura (1 em cada 909), Finlândia (1 em cada 833), Estônia e Eslovênia (1 em cada 769), Chipre (1 em cada 714), Bielorrússia, Luxemburgo, Noruega e Coreia do Sul (1 em cada 667).

O Japão brilha como o país mais seguro do mundo para se ter um bebê em um novo relatório divulgado pela UNICEF - Fundo das Nações Unidas para a Infância - o qual cita o acesso universal a cuidados de saúde de qualidade como um fator contribuinte para reduzir as taxas de mortalidade infantil.

O Unicef analisou 184 países para montar seu relatório. Nos países de alto rendimento, esse mesmo índice é de três mortes em mil nascimentos. Já o pior resultado foi da Guiné-Equatorial, com 32 mortes a cada mil nascimentos.

Mesmo com a taxa de sobrevivência de bebês sendo melhores em países mais ricos, as famílias mais pobres dessas localidades tem uma chance 40% maior de perder o recém-nascido do que as famílias mais abastadas. "Apenas alguns pequenos passos de todos nós podem ajudar a garantir os primeiros pequenos passos de cada uma dessas vidas jovens", afirmou Henrietta H. Fore. Os Estados Unidos, por exemplo, devido à desigualdade de renda e lacunas no acesso à saúde, ocuparam apenas a 41ª posição do ranking.

O nível de renda de um país é apenas um indicador entre outros destas disparidades, ressalta o informe. Isso porque o país africano reduziu mais do que a metade a taxa de mortes de recém-nascidos entre 1990 e 2016.

Em todo o mundo, o número global de mortes de recém-nascidos "continua a ser assustadoramente elevado, sobretudo nos países mais pobres", destaca a organização em comunicado. Através do programa, o Unicef está fazendo diferentes solicitações aos governos, profissionais da saúde, famílias e empresas, como: recrutar e capacitar um número suficiente de médicos e enfermeiros com especialização em cuidados maternos; garantir instalações de saúde limpas e funcionais; e priorizar para cada mães e recém-nascidos os medicamentos e equipamentos vitais para uma vida saudável.

Edition: