Maioria dos brasileiros acessa a internet para trocar mensagens — IBGE

De acordo com pesquisa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgada nesta quarta-feira (21), a maioria dos brasileiros têm acesso à internet. O material faz um retrato dos hábitos do brasileiro com relação ao uso de tecnologia.

A parte da população que dispunha de celular para uso pessoal com acesso à internet foi mais elevada no contingente ocupado (83,2%) do que no não ocupado (71,1%).

Os dados indicam que o dividendo digital no país diminuiu, mas ainda persiste. Apesar do avanço em relação a anos anteriores, cerca de 22,9% das pessoas com 10 anos ou mais de idade além disso não tinham celular pessoal: 25,9% consideravam o aparelho caro; 22,1% alegaram falta interesse; 20,6% usavam o celular de outra pessoa; e 19,6% não sabiam usar.

O total de conectados somou cerca de 116 milhões de brasileiros, o que equivale a 64,7% da população com 10 anos ou mais de idade.

Essa é a primeira vez que o IBGE publica estatísticas relacionadas ao número de usuários no Brasil, já que, até agora, suas pesquisas se concentravam no número de casas conectadas. O computador foi o único meio de acesso à internet em apenas 2,3% dos domicílios, mesmo presente em 57,8% deles. A maioria (99,6%) usou banda larga fixa ou móvel. Menos da metade (49,1%) usavam ambos. Cada vez mais irrelevante, a conexão discada foi identificada em apenas 0,6% dos domicílios. No Nordeste, os percentuais ficaram equiparados: 54,2% dos domicílios tinham TV de tela fina e 54,3%, televisores de tubo. "Já a banda larga móvel tem um percentual maior do que a banda larga fixa, o que está relacionado ao maior uso do celular para acessar a Internet", conclui. Como o celular é o dispositivo mais usado pelos brasileiros, aplicativos de mensagem ou bate-papo também apresentaram maior penetração, com 94,6% dos internautas afirmando serem utilizadores de soluções desse tipo.

Porém, embora 64,7% da população tenha declarado acessar a internet, aproximadamente 63,3 milhões de pessoas permanecem off-line pela falta de conhecimento sobre as ferramentas online ou simplesmente, pela falta de interesse.

Apesar de o celular ser a maneira mais usada para acesso à rede, apenas em 38,6% das casas utiliza somente esse meio para navegar.

Apesar de o celular ser predominante (94,6%), outras formas de acessar a Internet são via microcomputador (63,7%), tablet (16,4%) e televisão (11,3%). "A renda das residências dessas duas grandes regiões é inferior à das demais, e tanto o microcomputador quanto o serviço de Internet para esse equipamento são mais caros que o celular". Nas Regiões Sudeste, Sul e Centro-Oeste, a posse de celular para uso pessoal ultrapassou 80%. O valor, por sua vez, ficou em segundo lugar nas Regiões Sudeste, Sul e Centro-Oeste. Os casos menos comum foram: internet não estava disponível na área do domicílio (8,1%); equipamento eletrônico necessário para acessar era caro (3,5%).

Apesar de as televisões de tubo não serem mais fabricadas, os aparelhos com tal tecnologia ainda estavam presentes nos domicílios. Entre os domicílios com televisão, 48,2 milhões (71,5%) tinham conversor para receber o sinal digital de TV aberta. Já no Sudeste, constatou-se o contrário: 44,8% dos domicílios com televisão recebiam o sinal por serviço de TV por assinatura contra 24,8% por antena parabólica.

Os domicílios com televisão, mas sem uma alternativa ao conversor -ou seja, cidadãos que ficarão sem nenhum acesso aos canais após o desligamento do analógico- representavam 10% dos domicílios com TV.

Edition: