Empresas de energia terão aporte de R$ 13 bilhões

O governo federal estuda promover diversas ações de comunicação para tratar da privatização da Eletrobras. A Eletrobras é responsável por um terço da geração de energia do país. Entre elas, pensa em criar uma campanha para falar diretamente com a população em defesa da proposta. A pauta prioritária do governo, a partir de agora, será a seguinte: Reforma do PIS/Cofins e a simplificação tributária; Autonomia do Banco Central; Marco legal de licitações e contratos; Nova lei de finanças públicas; Regulamentação do teto remuneratório; Privatização da Eletrobras; Reforço das agências reguladoras; Depósitos voluntários no Banco Central; Redução da desoneração da folha; Programa de recuperação e melhoria empresarial das estatais; Cadastro positivo; Duplicata eletrônica; Distrato; Atualização da Lei Geral de Telecomunicações; Extinção do Fundo Soberano. Para o ministro, há a necessidade de se realizar ações de comunicações junto aos parlamentares defendendo a proposta.

Enquanto há intervenção em algum estado não se pode votar emendas à Constituição, caso da reforma da Previdência.

Para o ministro, a privatização da empresa é a principal agenda econômica do governo para 2018. "Para o MME é a agenda mais importante, mas, sem dúvida, vai ser uma das mais importantes para o governo", disse o ministro. Serão privatizadas as distribuidoras EletroAcre, Boa Vista Energia, Ceron (Rondônia), Amazonas Distribuidora de Energia, Cepisa (Piauí) e Ceal (Alagoas).

Apesar de assumir esses passivos, Pedrosa disse que quem ficar com a concessão terá que assumir outras dívidas das empresas.

Mesmo com a venda simbólica de R$ 50 mil, as distribuidoras, como a Amazonas Energia, receberão investimentos dos novos compradores.

Entre as medidas destacadas pelo governo está a privatização da Eletrobras, o que impulsionava suas ações, com as ON avançando 7,33 por cento e as PNB em alta de 8 por cento.

A Eletrobras vai assumir as dívidas das empresas no valor de R$ 11,2 bilhões, e os encargos de R$ 8,5 bilhões referentes a créditos e obrigações com a Conta de Desenvolvimento Energético (CDE) e a Conta de Consumo de Combustíveis (CCC).

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